O chamado ministro da saúde anda a fazer concorrência à dona Constança. Quer ser mais patareco do que ela, e até do que o canmarada da defesa, a ver quem é mais nabo. Talvez não seja uma questão de concorrência. É que há uma espécie de cartel do disparate, da incompetência e da aldrabice, de que os três incríveis já citados são a guarda a vançada, ou a ponta do iceberg.
Para ele, o da saúde, a legionela estava controlada ao décimo nono caso. A mesma história ao vigéssimo quinto, depois ao quadragéssimo terceiro. Nada estava controlado. Ninguém sabe, nem, pelo andar da carruagem, ninguém jamais saberá onde está o viveiro das bactérias, nem quando deixará de morrer gente.
A falta de dinheiro para as cirurgias no IPO (mais de dois mil mortos à espera do bisturi) não conta, o dinheiro do Paulo Macedo (cinco milhões para equipamentos cirúrgicos) deixou de se aplicar porque o Centeno, grande ministro!, não deixa.
Mil milhões em dívida à praça, que se lixem os privados, a economia, viva o 1% do défice.
A cáfila da saúde anda entretida com greves. Carradas de razão. Também querem comer, alguém há-de pagar. O chamado ministro não ata nem desata.
De resto, quem tenha dúvidas que vá até às bichas dos hospitais para apreciar o funcinamento do SNS nas mãos da geringonça.
Mas o chamado ministro sabe bem o que se passa e porquê: nas suas palavras o porquê desta desgraça toda está no país. O país é “velho”, “pobre” e “anda ao abandono”, mas a geringonça é linda.
Yes minister!
12.11.17

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