IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DESPEDIMENTO COLECTIVO

 

O camarada Louça, acossado pelas “bases”, pôs no olho da rua uns vinte funcionários.

Por ter levado uma tunda nas eleições, o camarada Louça viu-se privado de 68.000 euros por mês do Estado, e de mais 5.000 de contribuições dos deputados que foram à vida. Ainda assim, fica com outro tanto.

Vai daí, faz o que condena a toda a gente: a primeira atitude é a de pôr o pessoal na rua!

Ele, coitadinho, acha que as empresas, as multinacionais, as pequenas, as médias, as grandes, as assim assim, o Estado, as autarquias, etc., não passam de agentes do capitalismo imperialista nacional e internacional. Por isso, quando têm dificuldades começam por se “vingar” nos trabalhadores.

O camarada Louça* faz o mesmo! Das duas, uma: ou se converteu ao capitalismo selvagem, o que não será provável, ou a coerência é uma batata.

É certo que se tratava de trabalhadores com contrato a prazo, ou com recibo verde, ou com qualquer artimanha político-patronal. Ao contrário do que diz a propaganda da organização, a “precariedade”, tratando-se de um partido comunista, é um direito dos patrões, não um infelicidade dos trabalhadores.

 

9.7.11

 

António Borges de Carvalho

 

*O camarada Louça anunciou ao povo que, acabada esta legislatura, não voltará ao Parlamento. Ou se trata de uma declaração tipo Alberto João (que anda sempre a dizer que vai embora mas não vai), o que é o mais provável, ou o Parlamento ficará livre do Louça, o que muito contribuirá para a qualidade das instituições.



Uma resposta a “DESPEDIMENTO COLECTIVO”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    O camarada Louçã tinha tudo para ser uma pessoa útil e decente. Tem uma formação sólida, mérito académico indiscutível, princípios (embora discutíveis), é inteligente, sabe falar, sabe fazer contas, e não tem peneiras ou rabos escondidos, ao contrário de boa parte da nossa canalha política. O que aconteceu? Na sua juventude, o camarada Louçã descobriu a “verdade”, e nunca mais a largou. O muro caiu, os esqueletos foram desenterrados, o falhanço ficou a céu aberto, o mundo mudou, mas a “verdade” nunca muda. E o camarada Louçã continua agarrado a ela, com a coerência dos desesperados. Não é fácil negar uma vida inteira. Poderia dizer o mesmo de alguns arautos da “direita”, perante a situação que hoje vivemos.

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