O camarada Louça, acossado pelas “bases”, pôs no olho da rua uns vinte funcionários.
Por ter levado uma tunda nas eleições, o camarada Louça viu-se privado de 68.000 euros por mês do Estado, e de mais 5.000 de contribuições dos deputados que foram à vida. Ainda assim, fica com outro tanto.
Vai daí, faz o que condena a toda a gente: a primeira atitude é a de pôr o pessoal na rua!
Ele, coitadinho, acha que as empresas, as multinacionais, as pequenas, as médias, as grandes, as assim assim, o Estado, as autarquias, etc., não passam de agentes do capitalismo imperialista nacional e internacional. Por isso, quando têm dificuldades começam por se “vingar” nos trabalhadores.
O camarada Louça* faz o mesmo! Das duas, uma: ou se converteu ao capitalismo selvagem, o que não será provável, ou a coerência é uma batata.
É certo que se tratava de trabalhadores com contrato a prazo, ou com recibo verde, ou com qualquer artimanha político-patronal. Ao contrário do que diz a propaganda da organização, a “precariedade”, tratando-se de um partido comunista, é um direito dos patrões, não um infelicidade dos trabalhadores.
9.7.11
António Borges de Carvalho
*O camarada Louça anunciou ao povo que, acabada esta legislatura, não voltará ao Parlamento. Ou se trata de uma declaração tipo Alberto João (que anda sempre a dizer que vai embora mas não vai), o que é o mais provável, ou o Parlamento ficará livre do Louça, o que muito contribuirá para a qualidade das instituições.

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