IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DESCULPAS DA MAU PAGADOR

 

Bem pode o BE ter ataques de histerismo contra os eucaliptos. Bem pode o storyteller Tavares perorar “cientificamente” sobre os mesmos. Bem pode o chamado governo tergiversar sobre o assunto. Bem pode opinião pública estar injectada com este achado de um bode expiatório para os incêndios.

Não é por isso que os eucaliptos deixam de ser parte não neglicenciável da sustentação e da sobrevivência de um ror de proprietários florestais pobres. Não é por isso que os eucaliptos deixam de ser a matéria prima nacional para um dos mais importantes sectores exportadores do país com valor acrescentado próprio. Não é por isso que os eucaliptos deixam de proporcionar milhares de postos de trabalho, milhões de receitas para o Estado, prosperidade para muitos municípios.

Parece pois que há que proteger a floresta de eucaliptos, os mais dos quais ocupam zonas onde explorações de outra natureza não são viáveis ou rentáveis. A propaganda anti-eucaliptos é fruto, ou da ignorância activa sobre o assunto, ou da “religião” ideológica contra tudo o que renda dinheiro a sério, estilo luta de classes a conduzir à miséria, à desertificação e ao marasmo.

O problema é como protegê-los, orientá-los, regulá-los. Ou seja, o problema é uma questão de Estado. Não é, ao contrário do que se diz por aí, um produto da “ganância” dos industriais, porque os industriais tratam melhor as suas florestas que o Estado trata as suas ou vigia as de terceiros. Não é uma questão derivada de provocarem incêndios, mas outra, a de gestão pública do território. Sabe-se que muitos incêndios são alimentados pelo mato, coisa que, em eucaliptais, não tem o peso que outras espécies provocam. Há falta de limpeza, de gestão, de conhecimento técnico. Com certeza. Abandono, com certeza. Porquê? Neglicência ou, na maioria dos casos, falta de rendimento que financie o tratamento de explorações demasiado pequenas. Então, é função do Estado enfrentar o problema do emparcelamento e do apoio à gestão.

Está mais que provado que o Estado, sobretudo o Estado geringoncial, não mexe uma palha nas florestas que dele dependem – olhem o pinhal de Leiria! Está mais que provado que as estradas não têm limpeza das bermas, que não respeitam os limites do coberto vegetal, que não há vigilância da sua manutenção. Tudo escopo do Estado, não dos eucaliptos ou dos seus proprietários. Está mais que provado que as construções, ou as povoações cercadas de floresta não têm áreas de protecção. Tudo competência do Estado central ou do Estado/autarquias. Está mais que provado que as polícias investigam pouco e que a Justiça trata os incendiários com desvelado carinho. Tudo problema do Estado.

Então, meus senhores, tratem do que há a tratar em vez de de andar a entreter a malta com parangonas idiotas sobre eucaliptos!

 

19.10.17



11 respostas a “DESCULPAS DA MAU PAGADOR”

  1. Depois de ler este arrazoado, deixei de ter dúvidas: o sr antónio é mesmo parvo.

  2. Vai tomar no Cu oh Anonimo

    1. Pronto, caro f….(Rok ou amiga?), subiste na carreira. Deixaste de ser parvo. Agora és “parvalhão”!!!

  3. Pois. Todo o problema é do Estado. Melhor: todo o problema é o Estado. Privados que lucram com os fogos, com a doença, com a desgraça, com os calotes? No mundo do Irritado, é irrelevante. Para a direita em geral, o Estado até é culpado por não evitar que os mamões privados se aproveitem dele. A ganância privada é sempre legítima, até desejável – é o egoísmo e a ganância que fazem o mundo avançar, né? Tal como fugir legalmente aos impostos. Para quê pagá-los, tendo offshores? Novamente culpa do Estado… não faz as leis? Claro que depois há menos dinheirinho para tomar conta dos pinhais, para o SNS, para tudo. Bem feita para o Estado! E quem gere o Estado? Quem faz as leis? Quem contrata, nomeia e adjudica? Quem se deixa corromper por mamões privados? Quem serve esses mamões? Quem deixa arder pinhais, morrer pessoas, degradar serviços, acumular calotes? Quem será?

    1. És ambicioso! Queres subir mais na “carreira”?

    2. Segundo julgo, v. é um “privado”. Acho estranho o seu horror à classe. O problema é considerar-se que o Estado, ao contrário das pessoas, é uma entidade salvífica, um poço de virtudes, o céu. Não é nada disso. é uma organização humana como qualquer outra, os mesmos defeitos, as mesmas qualidades. A forma de pôr o Estado a regular a vida social, com altura, distância e credibilidade, é retirá-lo da vida económica. É difícil e, em certos casos, pode ser impossível. Mas é o princípio de base de qualquer sociedade saudável. Partir do princípio contrário é anquilosar a sociedade, criar campos de cultura para a mais forte corrupção e, no limite, propiciar ditaduras.

      1. E o Rok ou a amiga?

      2. O sr antónio julga mal, o filipe não é um “privado”, na verdade é uma “privada”!!!

      3. Sim, sou privado, mas não sou cego. Há imensos privados trafulhas, de todas as dimensões, desde a pequena fuga fiscal a criminosos do piorio. Mas a questão aqui, como lhe digo há anos, não é serem privados: é serem mamões. É uma questão de dimensão, de lobby, de poder sobre os políticos, de captura do Estado, de cartel ou de monopólio, de mama garantida. O Estado, o país e o mundo são dominados por mamões. Privados. Só a direita ideologicamente cega não o vê. V. também fantasia sobre o Estado: fala dele como uma entidade intrinsecamente nociva, como se não fosse nociva justamente devido à classe pulhítica que o gere e chula há 40 anos. V. quer defender a classe e quer atacar o Estado. Quer sol na eira e chuva no nabal.

  4. Antes de tirar o Estado da economia, é preciso tirar a economia (e a alta finança) do Estado: tirar de lá os mamões que depredam o país através do Estado, além do que mamam directamente aos cidadãos. Isso inclui a malta dos aviões. Andamos a sustentar a fantochada da tropa e da Força Aérea, mas temos de pagar fortunas a aviões privados para apagar incêndios. É fácil viciar o Estado com os partidos que temos: são antros de tachistas e trafulhas. Uma pessoa séria não tem lá lugar. Veja-se o que aconteceu ao Álvaro. Logo, primeiro há que apertar os pulhíticos e melhorar o Estado. Têm de ser os cidadãos a mandar. É preciso uma vassourada… e pau nesta canalha.

    1. tá a ver sr antónio, para além de “privada” vê bem com o olho cego!

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