IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DE PIROSIS PROFUNDIS

 

Ao abrir a net, ontem de manhã, dou de caras com a morte do Saramago.

Paz à sua alma.

Condolências à dona Pilar.

 

Goste-se ou não do homem, compreende-se que a sua morte é notícia que merece destaque.

Mas, em vez de tal destaque, o país assistiu à mais pirosa e inimaginável manifestação de primitivismo intelectual e ‘informativo’.

 

Aceso o aparelho, eis que todo o dia não se falou noutra coisa. O Saramago para a esquerda, o Saramago para a direita, o Saramago para cima, o Saramago para baixo, o Saramago bebé, menino, jovem, homem feito, maduro, meia-idade, velho, em pé, sentado, a aldeia do Saramago, a casa do Saramago – que já não existe mas voltou a existir – o prémio Nobel, as condecorações, o diabo a quatro.

Tive que desligar aquilo, para não ficar completamente saramagalhado.

 

O nacional-pirismo consubstancia-se numa frase dos panegiristas da SIC Notícias, que devia ficar célebre:

“Ao nascer, Saramago tornou-se no mais novo habitante de Azinhaga”.

Tem piada. Eu próprio, quando nasci, era o mais novo habitante das avenidas novas. A não ser que tenha havido alguém a nascer exactamente no mesmo segundo. Esse alguém participaria, ex-aequo comigo, da invejável circunstância de ser o mais novo, circunstância aliás comum ao resto da humanidade, e até aos cães, quando ousam nascer.

 

À noite, aberta a televisão, foi um nunca acabar em todos os canais.

Até me apareceu, calcule-se, a prima do Saramago a dizer coisas.

Antes de desligar definitivamente as “comemorações”, detive-me uns cinco minutos a ver e ouvir o sermão da dona Clara Alves. Opinava a ilustríssima criatura que quem se atreve a não gostar do Saramago, para além de sofrer de preconceitos ideológicos agudos, é analfabeto. A filosofia é simples: quem não gosta do homem por ser comunista e ter feito o que fez enquanto tal, é um ordinário e um preconceituoso com duvidoso direito a exprimir-se; quem não leu os escritos do homem, não merece, sequer, ser considerado como sabendo ler. A filosofia é simples: ler Saramago é obrigatório.

No meio da pirosada, das primas do Saramago e do memorialismo totalitário da informação única, revela-se a mentalidade da senhora.

O nosso mundo intelectual é isto: a submissão própria ao politicamente correcto que, como tudo o que é obrigatório, é sempre de esquerda, e a imposição do politicamente correcto aos demais, sob pena de ‘preconceituosidade’ ou de analfabetismo.

 

O governo, ansioso por coisas que distraiam as pessoas do que interessa, decreta dois dias de luto nacional, o que não podia ser mais piroso. Vai daí, os lanzarotenses, compatriotas fiscais do falecido, decretam três! Fuerzia!, como diria o primeiro-ministro em castelhano técnico.

 

Do seu humilde púlpito – nada de parecido com os da dona Clara – o IRRITADO informa a prendada senhora: leu vários livros do Saramago. Leu, mas teve a desgraça de não encontrar neles, nem a contribuição inestimável dada à língua portuguesa, nem o interesse filosófico das obras em causa, coisas encomiasticamente defendidas pela senhora. Uma escrita prolixa, entediante, cheia de “palha” para dar peso e preço. Lembro-me de, ao fim de várias e penosas horas passadas a ler o “Ensaio Sobre a Cegueira”, me ocorreu pensar por que carga de água era aquilo um ensaio, bem como qual era a “mensagem” que, com tão inusitada “cegueira”, o escritor queria comunicar. Pensei, pensei, e cheguei à conclusão que, primeiro, o escrito nada tinha a ver com um ensaio, segundo, que estando, no livro, toda a humanidade cega, e havendo só uma senhora que via e conduzia os cegos, se tratava de uma parábola marxista, isto é, a humanidade – as “massas” – precisa de “vanguardas” que saibam a verdade e que as “guiem”.

Dirá a dona Clara, com certeza acompanhada por um exército de intelectuais, que esta interpretação se deve, ou a algum “preconceito ideológico”, ou a puro analfabetismo.

 

Cá fico, com o analfabetismo e os preconceitos que a Clara loira, já um tanto gasta, não deixaria de me atribuir, caso lesse esta prosa.

 

Acabo como comecei: paz à alma do Saramago, português, imigrante fiscal em terras espanholas, escritor de alguma valia, prémio Nobel sabe-se lá porquê; condolências à dona Pilar e felicidades na gestão da Casa dos Bicos, que já pertenceu à minha cidade e que a minha cidade vai pagar para dar à dona Pilar.

 

De profundis

 

19.6.10

 

António Borges de Carvalho



21 respostas a “DE PIROSIS PROFUNDIS”

  1. Já andava preocupado com a minha sanidade mental. Será que sou o único? Será que sofro de algum bloqueio intelectual que me ofusca a realidade? Ao ler o seu texto, sosseguei . Pelo menos já somos dois. Paz á alma de um homem que em vida foi mau, vaidoso, arrogante, pretensioso, totalitário e prepotente.

  2. Caro José Fontinha Somos 3 (pelo menos)Obrigado ao Irritado.

  3. Por aqui já vai em 5!Obrigada irritado.

  4. Comigo faz 6.Muito me ri com as irritações do Irritado, pelo passamento do nosso Nobel, que Deus – o tal Ente que ele abjurava – guarde serenamente. Nos últimos dias não tenho visto televisão (as vuvuzelas!), mas fui ligá-la de propósito para saborear a exaltação poética e os requebros linguísticos engendrados pelos nossos locutores e homens públicos. É um fenómeno muito curioso, esta “excitação literária” que de súbito gerou um trovador em cada entrevistado e fui-me regalando com as brilhantes pérolas que cada ostra invariavelmente produzia ao descerrar as suas valvas perante os microfones. Deliciei-me com os jornalistas a exprimirem-se em “literaturês”, sempre em termos idiotamente rebuscados, a imitar o defunto, a falarem em coisas do estilo “o sabor das suas palavras”, “o risco que deixou na superfície do mundo” (bonito!), “a jornada-viagem que foram as jornadas-dias sua vida” (menos inspirado), açodando-se para serem os primeiros autores da descrição desta data como “o ano da morte de Saramago” numa previsível alusão ao livro. Um perguntou em antiga entrevista ao actual falecido “o que é que sentiu quando ouviu os passos do Outono” (alegadamente a perífrase literária para dizer morte). Saramago ouvia magnânimo e respondia no mesmo tom afectado, com o nariz no ar e aquele olhar mortiço, de uma lassidão superior e condescendente. Que ele não solta opiniões vulgares com palavras correntes. Não, isso é para os outros, a sua imagem de intelectual inalcançável apenas permite que “o percurso da sua viagem na morte devesse passar mais ao largo da existência” e outras pretensiosas parvoeiras afins. Amuado e intransigente com o nosso País porque alguém não lhe quis dar um prémio qualquer – já se mostrou-se um tanto complacente consigo próprio quando disse que talvez se tivesse excedido ao chamar “filho da p…” a Deus, no seu livro “Caim”. Decorria por cá uma conferência dos países de língua portuguesa e foram perguntar aos ministros africanos sobre o acontecimento. Com frouxos de dor na voz, a representante do Cabo Verde lamentou “a perda do poeta”. Já para o presidente da junta de freguesia da Azinhaga, que o conheceu por dois dias há meia dúzia de anos, foi o maior desgosto da sua vida. Um lisboeta orgulhava-se de ter sido “quase seu vizinho”, uma do Porto de “o ter visto ao longe numa feira do livro”. Por acaso eu também o vi almoçar muitas vezes no “Farta Brutos”, ainda antes de ser famoso – mas infelizmente ninguém me perguntou e portanto o mundo ficará, para todo o sempre, privado de saber este importante facto.Sócrates exorcizou os seus demónios com a constatação de todos estamos em dívida com ele. Por alguma razão se serviu desta metáfora.A esposa Pilar também ajudou a vender o produto, garantindo-nos que ele era um transgressor com tudo, “com as ideias, as palavras, etc.” Ficou tudo por aqui, já que de apoiar a “revolução cubana” ou ter saneado 24 jornalistas do Diário de Notícias, ninguém se lembrou de lembrar (já apanhei o jeito saramagal dos repórteres). Será que já morreram todos os 24 e nunca demos por isso, senão agora que se finou aquele bom homem que os despediu? Ou serão mudos e não podem ser entrevistados?Vamos ver se resiste ao verdadeiro teste, o do tempo, pois premiados com o Nobel da literatura que já ninguém lê, é coisa que não falta. Por mim, conheço muita gente que se ficou pelas primeiras páginas dos seus livros. É assim ao estilo do Manuel Oliveira, muito famoso, muito laureado, mas ninguém vê aquelas maçadas que custam rios de dinheiro.

    1. Ó ManuelB, isso é que foi pachorra! Ouvir tanta palermice é coisa de herói!Parabens e obrigado.Já reparou que ainda nenhum dos preocupados com as finanças se lembrou de perguntar à Força Aérea quanto custa mandar um C130 às Canárias? O cadáver não podia vir de “low cost”? P – Est modus in rebus, ou quê?R – Quê.ABC

      1. :-)Felizmente a D. Pilar decidiu que as cinzas do extinto ficassem por cá, senão lá ia o avião de volta a Tías.Parece que ainda se falou em metade dos restos mortais seguirem para as Canárias. Devem ter ido buscar a ideia ao tal “Homem Duplicado”, obra menor do finado.Soares puxa para que vão para o panteon, a ver se alguém se lembra dele quando chegar a sua vez.Ainda vão tornar aquilo num albergue espanhol e qualquer dia, ao lado dos cenotáfios do Infante e de Álvares Cabral – está lá o Louçã ou o Sá Fernandes.

      2. A nossa sorte é que o homem não se lembrou de ir viver para a Aistrália!

  5. Por aqui fede a ranço!!!

  6. Sabe, seguramente, que os “pivôs” dos noticiários, como a D. Clara Alves, têm um auricular, pelo que as opiniões veiculadas devem ser entendidas como notas da redacção/reacção…Excepto o Henrique Garcia…

  7. O Tecelão e a sua costumada elegância intelectual…Receito-lhe duas páginas de Saramago antes das refeições e mais duas ao deitar, para tentar curar esses desagradáveis eructos escritos com que empesta a sua existência.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Dir-se.ia que foi mais uma martelada,pelos vistos bem assente.Tendo em conta a sua reacção.Obrigado pela receita,mas praticamente já li a obra toda!!!

  8. Caro Antonio,Como sempre o senhor nao tem papas na lingua… Excelente!Ha muitas pessoas que compartilham a sua opiniao. A excepcao e o gajo do costume… Um abraco.

  9. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Independentemente das ideologias,ou de reserva mental sobre acções tidas relevantes ou não,o que incomoda seriamente os pretensos intelectuais,é um serralheiro ter sido prémio Nobel.E então assiste-se a esta orgia rançosa e pestilenta.

    1. Quase não me atrevo a dizer nada, em parte porque não há palavras, pois ficámos a saber pela Madame Canavilhas “que Saramago as levou todas”, e também porque o Tecelão está hoje terrível – inteligentíssimo como só ele. Palpita tudo com uma certeza e exactidão que só os grandes sábios ou os maiores fátuos se atrevem ostentar. Obviamente só lhe quadra a primeira antonomásia.Ainda há bocado estava a ver a baixa manobra de aproveitarem o facto de Cavaco não haver interrompido as férias para vir enterrar o célebre azinhaguense (que esta gente de tudo serve) e lá aparecia o finado Saramago a dizer que não perdoava que não tivessem proposto o livro dele para o tal concurso.E fiquei a pensar com os meus botões porque é que o premiado plumitivo havia de considerar obrigatório que o júri português propusesse a sua obra a concurso. Que eu saiba, o regulamento indicava que o júri devia eleger 3 livros para o tal certame europeu. Escolheram outros e depois? Não podiam escolher? Da Europa não veio o menor protesto nem ninguém viu nisso o menor agravo.Mas Saramago bramou que era execrável censura. Logo ele, que atirou para o desemprego 30 colegas seus, ao abrigo de nenhum regulamento senão o de lhes calar a opinião. Não há como um censor para suspeitar censores em outros. É o seu míope entendimento do mundo, com cegueira ou sem ela (não li o livro).E por este inaudito crime lesa-Saramago, o homem expatria-se. Também aqui a maneira soviética de ver o mundo. Estivesse ele no poder, quem teria sido exilado seria o Lara.Não há coisa mais ridícula que este amuo, que nos deixa entrever o feio e falso fundo que se escondia detrás daquela fachada de humanista em que só acreditam os mesmos que acham Sócrates é incapaz de mentir. Ghandi dizia, com toda a razão, que perdoar é uma característica dos fortes. Os fracos não são capazes de fazê-lo – como ele nunca se cansou de patentear sempre que lhe perguntavam sobre o caso.Obras postergadas por outras menores? A Mensagem de Pessoa ficou em segundo lugar num concurso do SNI perante um livro de um padre qualquer que ninguém hoje sabe quem fosse – e jamais se ouviu uma queixa do poeta.A Relíquia do Eça perdeu o prémio da Academia perante “O Duque de Viseu” de Lopes de Mendonça e não fosse Pinheiro Chagas vir explicar-se, não haveria o menor rasto de celeuma.Eça e Pessoa ficaram por cá? Pois com o Saramago é outra loiça, ninguém “faz pouco” dele, como diziam as criadas. Não tem a ver com ser comunista, neto do avô que se abraçou às árvores, serralheiro ou o que seja. Tem a ver com um homem que muito, mesmo muito, deveu a Isabel da Nóbrega, ao ponto de lhe ter dedicado alguns dos seus livros: “à Isabel, sempre” (Levantado do Chão), “à Isabel, porque nada se perde ou repete, porque tudo cria e renova” (Memorial do Convento) e “à Isabel, outro livro, o mesmo sinal” (O Ano da Morte de Ricardo Reis) – e depois de casar com Pilar, suprimiu estas dedicatórias nas novas edições.Por isso, as lições de moral que ele propala em cada frase que escreve valem muito pouco porque um homem – Nobel, Prémio Camões ou outra coisa qualquer – não faz isto. Mais que prémios literários, a memória, a gratidão e a decência são essenciais para sê-lo verdadeiramente. Percebeu agora, Tecelão?

      1. De cima de um caixote de sabão, finjindo ser uma cátedra,pesporrente,depois de me chamar inteligente, espeta o seu dedinho e dispara:Percebeu agora,Tecelão?Não,não consigo perceber aquilo que você gostaria que eu percebesse.Mas percebo muito bem certos conceitos (ou preconceitos) morais que se querem impôr a outros. Confesso-lhe que sempre me incomodou o comportamento de Saramago no diário de noticias,da mesma forma que me incomodava o comportamento sobre os jornalistas não alinhados do antigo regime,que você tanto admira.Dos pequenos Laras,Cavacos e quejandos,a história se encarregará de os ignorar.Queiramos ou não,Saramago,da lei da morte se libertou!!!

        1. Caro Tecelão,Está visto que eu tinha razão em terminar o meu comentário com a pergunta retórica que tanto o abespinhou. Afinal não percebeu, como de resto honestamente confessa.Vou portanto fazer jus ao santo do meu nome, em cujo hagiológio romano consta como Advogado da Paciência – e responder, explicar-lhe melhor.Entre alguns, respiguei 3 episódios incontroversos (a violência sobre os colegas de profissão, o auto-degredo pelas piores razões e a ingratidão com a mulher que foi o seu pigmalião) que mostram como as belas palavras com que ele ganhava a vida afinal não condiziam com as feias acções nessa mesma vida. (frase à Saramago)Quem quiser poderá considerá-lo o maior escritor desde Virgílio, mas não poderá dizê-lo um homem recto. Saramago errou? Todos erramos. Mas ele, do alto da sua estulta jactância de alma afinal acanhada nunca soltou uma palavra de arrependimento e é isso que o define e não o redime.Sofisme sobre isto quanto queira. Já uma vez lhe disse que temos todo o direito às nossas opiniões, mas não aos nossos factos.Não creio que houvesse 30 jornalistas expulsos durante todo o regime do Estado Novo, como o escritor-sem-vírgulas fez numa tarde em que se revelou sem máscara.Entre três dezenas de famílias em aflição e um livro que não é proposto para um concurso vai uma grande distância, mas pelo que vejo se aquilo o “incomoda” a si, este outro caso revolta-o bem mais. Passar fome sem se ter feito mal a quem fosse, enfim paciência, agora não premiar um livro do Saramago, que iniquidade!Também é sintomático o brado com que encerra a sua litania, de que – “queiramos ou não” – ele será imortal. Não me custa nada, mesmo nada, que o lanzarotense “honoris causa” se torne lenda por muitos séculos. Só que essa perpétua memória não compete a si, ao Jerónimo de Sousa, ao Avante, etc. dizerem-no agora, com muita força, muito empenho. As coisas não são assim. Hitler também proclamava o seu Reich para mil anos e durou uma dúzia, Afonso Costa afiançava que exterminaria a Igreja em Portugal e parece que se enganou também. As pessoas que pensam como o Tecelão, sempre em linha recta e obedientes aos ditames do partido, afinal não pensam, agem como as rãs que coaxam quando ouvem outras fazê-lo. E não admitem contradição, sempre muito democratas na teoria, mas intolerantes (“queiram ou não!”) quando chega a hora da verdade.Camões falava nos tais que se libertam da lei da morte, mas esses fizeram-no pelas “obras valerosas” de dilatar a Fé e o Império, não por considerar que Portugal deveria desaparecer como nação, num total desamor pela terra onde nasceram, como o sentem pelos pais a quem recomendam eutanásia ou os filhos a quem reservam a “interrupção da gravidez”. Não estou portanto tão seguro assim, que daqui a uns anos ainda se fale no comunista da Azinhaga. Sabe quem foram Ivo Andric ou Saul Bellow? Eu também não. Eram dois dos 100 Nobel. Sabe o que me lembra esta febre louvaminheira? A escolha de Durão para a EU, também era uma honra imorredoira etc. e tal. Há-de concordar que é uma atitude um tanto provinciana. Para terminar, quando lhe perguntei se tinha percebido, não foi no sentido como me descreve. Esse é o modo como o Tecelão vê tudo, de que resulta a forma quase sempre leviana com que comenta, porque não dá a sua opinião e apenas vitupera os outros comentadores. Foi para lhe dizer que o facto de Saramago ser filho de um polícia ou neto de um pastor em nada o apouca. Ser o que ele foi como homem é que vale. E ele, como homem, não valeu grande coisa.Agora vou pegar no meu caixote de sabão e passar a outro post, que o sujeito não merece mais do meu tempo. Decerto no lugar onde hoje está, vê tudo a uma luz diferente e ainda bem que assim é. Encontramo-nos noutro post, então.Um abraço doManuel

          1. O que é de reter,por curioso,deste seu arrazoado,são;O atrevimento de julgar os outros.A deslavada lata de me acusar de intolerante,logo você.A sua referência nostalgica á nossa história na dilatação da fé e do império.E estou careca de lhe dizer que não tenho partido,nem religião nem clube.Não tente amarrar-me a ideias que não advogo!!!

  10. Brilhante!!!Nem mais, nem menos.

  11. Avatar de Ana Vieira Pinto
    Ana Vieira Pinto

    Caro irritadoNa moche.Muito obrigada por dizer em “palavra” alta aquilo que vai na alma de muitos tugas – incluindo na minha.Já agora, informo que este seu post está em destaque no Facebook, num grupo chamado “Pessoas que NÃO gostam do José Saramago”.Cumprimentos,Ana

    1. E, não sei porquê, você parece-me daquele género de pessoas que deve pertencer ao grupo dos que não se lavam com regularidade. Se não pertence, arranje maneira de se alistar, no Facebook também haver grupos desse tipo, vai ver que se sente melhor. E nem precisa de ler Saramago.

  12. “Uma escrita prolixa, entediante, cheia de “palha” para dar peso e preço.”Depreciar a obra dos outros é fácil. Como será a sua escrita? Concisa, entusiasmante, sem um único “rabo de palha”, leve e barata? Pode ser. Mas será melhor?

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