IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DE PERNAS PARA O AR

 

Às vezes o IRRITADO suspeita que vive noutro planeta.

Ontem, foi surpreendido com a notícia do cancelamento das indemnizações por fim de contratos a prazo. O que é isto?, perguntou-se o IRRITADO. É que, até por experiência própria, jamais lhe tinha passado pela cabeça que um contrato a termo pudesse ser objecto de indemnização. Não havendo despedimento, não há indemnização. O contrato acaba e  that’s it. Parece evidente. Mas não é. O fim de um contrato a prazo implicava – terá, agora, deixado de implicar – uma indemnização.

Ou o mundo está – estava – de pernas para o ar, ou o IRRITADO está balhelhas de todo.


Outra história surpreendente é esta das reformas antecipadas. A norma geral, ainda em vigor, reza que os portugueses se reformam aos 65 anos. Parece que as excepções deviam ser as respeitantes a situações de desemprego crónico e irremediável, a partir de uma certa idade, de incapacidade física ou equivalente. Mas não era assim. Quem não quisesse trabalhar mais, pedia a reforma e, mediante umas penalizações, ia para casa a bom recato, ou dedicava-se a novas tarefas, cujo rendimento somaria ao da reforma. Ou seja, havia uns portugueses que eram mais que os outros, ainda por cima por direito, iniciativa e conveniência própria.

Parece que tal mama acabou. Um escândalo! Ainda por cima por via de uma lei que não foi anunciada com devida antecedência, discutida com os interessados, com o PC vestido de CGTP, com estes e com aqueles! Facto evidentíssimo é que, a percorrer-se tal e tão “democrático” caminho, surgiriam, em progressão geométrica, legiões de interessados a meter os papéis antes que a lei entrasse em vigor! E depois? Depois que se lixe, não é?

Mais uma vez, o IRRITADO, velho, cansado e reaccionário, acha que está tudo de pernas para o ar. Ai de quem o quiser obrigar a pôr os pèzinhos no chão!       

 

11.4.12

 

António Borges de Carvalho



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