DE NOVO, A CENSURA
Uma resposta a “DE NOVO, A CENSURA”
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Meu caro Irritado,boa tarde.Este País está num ponto tal,que começa a temer-se que não estamos vivendo uma realidade mas um pesadelo.De tudo o que li sobre o caso desta infeliz criança,nomeadamente,certos comentários e opiniões,uma coisa ficou assente:fiquei triste.Fiquei triste pela pobre menina,obrigada a viver uma outra vida com gente com quem nunca conviveu,fiquei triste pelo casal que a criou com amor,obrigado à solidão e à saudade,fiquei triste pelo fornicador (pai não é apenas “não tirar fora”) e sua falta de apetrechos intelectuais para perceber o mal que já fez a quem nunca lhe quiz mal,fiquei triste pelo meu País que merecia outra Justiça,que não esta,fiquei triste com a juíza que decidiu uma tragédia anunciada (iremos ter notícias dentro de algum tempo) esquecendo os fundamentos do Amor, fiquei triste com a pobreza da argumentação da Ordem dos Médicos que demonstrou,sem sofismas,a total incapacidade de ser uma instituição respeitada por quem decide em nome da justiça e fiquei triste pelos juízes portugueses que a cada abrir de boca mais se descredibilizam.Eu,Irritado,que pensava que a Justiça era o Pai Grande da sociedade,tenho vindo a constatar que nem padrasto é;afinal não passa dum tipo qualquer.Talvez por isso decidiu,favoràvelmente aos desejos dum tipo qualquer,que mostrou ter um carácter pouco recomendável.Que Deus proteja aquela criança.Um abraço muito irritado doCarlos Monteiro de Sousa

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