IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DAS FARSAS REPUBLICANAS

 

O Dr. Passos Coelho declarou aqui há dias que “o governo não é sério a negociar”.

Grande descoberta!

O governo e o PM alguma vez foram sérios, fosse no que fosse?

O PM foi sério quanto a si próprio no caso do canudo? Foi sério a fazer projectos da treta lá para as beiras? Foi sério nas suas promessas eleitorais? Foi sério quando, para ganhar as eleições, deu aumentos impossíveis aos funcionários públicos? Foi sério no caso do aeroporto? No caso do TGV? No caso Cova de Beira? Foi sério ao negar a desgraça que criou? Foi sério na gestão dos negócios públicos?

O Dr. Passos Coelho será capaz de nos dizer quando é que o PM foi sério? Não. Presumo que ninguém o será.

 

O PM jamais negociou fosse com quem fosse. Nunca o quando fez tinha maioria. Quando a perdeu, inventou uma palhaçada de recepção aos partidos, dizendo que negociava com todos sem negociar com ninguém. Agora cavalga a onda jogando forte na proclamada impossibilidade de o PSD chumbar o orçamento. Mente desmesuradamente ou manda o rapazola da boca à banda dizer enormidades na televisão.

 

Não se sabe onde isto vai dar. O IRRITADO não se cansou de repetir que Passos Coelho devia ter acabado com esta gente na primeira oportunidade. O PR ter-se-ia visto obrigado a dissolver o Parlamento e a convocar eleições ainda este ano, mau grado as suas contas eleitorais.

Passos Coelho ou teve medo ou foi mal aconselhado. Achou que ainda não era o momento, que tinha a “obrigação patriótica” de deixar o governo governar, coisa que este governo, bem como o precedente, jamais souberam fazer. Em suma, encolheu-se. Deixou passar o PEC e a sua revisão. Agora, na mais completa escuridão quanto ao que o governo tem andado a fazer, ainda que se saiba que é o único governo europeu que aumentou a despesa, o PSD ameaça. Pinto de Sousa ri-se. Para ele cada dia que passa é mais um dia de poder, e ele quer o poder acima de tudo e seja à custa do que for.

Passos Coelho ou os seus conselheiros não quiseram perceber, e deviam tê-lo feito desde a primeira hora, que o pior de todos os males não é o défice, a dívida, a crise económica, o desemprego. É, sim, quem fabricou todas estas desgraças, o senhor Pinto de Sousa e o seu entourage. A “obrigação patriótica” de Passos Coelho era acabar com esta malta o mais depressa possível.

 

Agora que o PR já não pode dissolver a assembleia, o país fica sujeito, de uma forma ou de outra, a continuar a precipitar-se no abismo. Se o orçamento passar, Pinto de Sousa continuará, para vergonha e indignidade de todos nós, a fingir que governa, pelo menos mais um ano. Se o orçamento não passar, então Pinto de Sousa ficará “em gestão”, com duodécimos, a poder continuar a delapidar o que tiver à mão, agora 100% à vontade para não cortar na despesa. Os seus acólitos, sob a sua batuta, fabricarão mais uma monstruosa campanha de desinformação a “demonstrar” que o culpado de todos os males é… o PSD!

 

Nesta alhada estamos, vítimas de análises completamente erradas e de um Presidente que se meteu em tábuas para, alegadamente, ter mais hipóteses de reeleição.

 

A eleição presidencial é uma brincadeira que os constituintes inventaram para dar um ar mais “democrático” à III República. Uma pessegada. Não se elege por sufrágio universal alguém a quem não são conferidos poderes que sejam compagináveis com a sua legitimidade.

Tudo não passa de uma palhaçada sem nome. Já que não temos um Rei, ao menos que o PR fosse eleito pelo parlamento, a fim de colmatar essa formalidade estúpida que é a necessidade da sua existência.

Mas, para o Doutor Cavaco Silva, para o senhor Alegre e quejandos, trata-se de coisa importantíssima, ainda que nenhum deles faça a mais remota ideia sobre o que vai, ou iria, fazer para o Palácio Real de Belém.

 

Assistimos, impotentes, a duas farsas simultâneas e quase tão deletérias uma como a outra: a da manutenção no poder do mais incompetente e desonesto governo da III República, e a da eleição de um Presidente que não mexe uma palha que interesse àqueles a quem o que pode fazer se destinaria.  

 

26.9.10

 

António Borges de Carvalho



6 respostas a “DAS FARSAS REPUBLICANAS”

  1. A alternativa a Pinto de Sousa é Passos Coelho?Pior a emenda que o soneto!!!

  2. O Passos é pior que o Sócrates??? Em quê? A roubar e a mentir?Baseias-te em que critério de apreciação?Na demência? Na afinidade com a gatunagem xuxa?Ganha juízo,analfa.

    1. Mais um que aqui acostou.E fala alto.Só fala,porque pelos vistos nada tem a dizer!!!

      1. Se lês-te Zurara,recordarás o episíodio um sapateiro que cortou as goelas a uns trates como tu,nas Crónicas de D.João I.Abençoado! Pena que não tenha deixado descendência.

        1. Lês-te?Não era altura de aproveitar as novas oportunidades?Quando a ignorância se casa com o atrevimento dá bernarda,só sabem berrar!!!

  3. Que me perdoe o meu ilustre amigo ABC = “IRRITADO”, mas, apesar de na generalidade estar de acordo com tudo o que diz neste artigo, existe algo em que eu terei que concordar com o Sr ZéPS no que se refere a (pelo menos algumas) culpas da parte PSD. É que, a meu ver, o PS está no poder graças {em grande parte} às acções que os próprios militantes do PSD têm tomado neste período “negro” da história de Portugal, e que decorrem a partir da orfandade deste Partido desde a saída do que hoje é PR. As lutas intestinas no seio do próprio Partido levam a que cada lider caia tal como para lá entrou, para dar a vez a outro que tem como destino o do seu precedente. Isto, só se deve ao facto de se fazerem promoções internas para que a liderança deste Partido só apresente gente que à partida “não dá conta do recado” e que portanto está destinada a caír para dar a vez a outro, e assim, o PS “lá vai cantando e rindo”. Tudo isto, já para não pôr em causa a possibilidade de as coisas serem fabricadas dentro do “antro” dos “aventais” que é onde, desde há muito tempo, se tomam as grandes decisões deste País. O certo, é que quem continua no “poleiro” é o sr ZéPS sem que haja alguém com o mínimo de credebilidade que ocupe esse lugar e que possa desviar o país deste afundamento que, por este caminhar, só irá parar quando chegarmos à Nova Zelândia (que é o outro lado {geográfico} do mundo). Em face disto, reforça-se o argumento de que não há ninguém com capacidade para desempenhar este cargo (de Presidente do Conselho), e que, se vier outro será ainda pior. Afinal o que será isto que não uma “lamechice estúpida” que serve muito bem os interesses de quem tem andado a liderar o país e de quem pretende lá chegar pelo demérito de outros, mas não por reconhecida competência?… Em todo caso, não deixo de dizer que pior do que isto é impossivel, e que, ao contrário do que se faz crer por aí estou certo de que qualquer Português (que não um outro Miguel Vasconcelos qualquer) iria fazer melhor do que este lider “farisaico” faz ao País e aos Portugueses. Cumprimentos Sou o Francisco Luiz

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *