O IRRITADO tem andado no dicionário à procura de adjectivos para classificar a missiva do 44 que serve de manchete ao jornal do amigo Oliveira, a toda a largura. O mesmo para a atitude do dito jornal, ou panfleto. Baldada intenção. Mesmo recorrendo ao mais ordinário e reles dos vernáculos, não se consegue encontrar palavras ou expressões que, ao pé do 44 e do DN, não sejam de uma celestial brandura.
O 44, mostrando à saciedade a sua natureza inferior ao escarro, resolve enfiar a uma carapuça que ninguém disse ser-lhe destinada. E enfia-a da cabeça aos pés. Abaixo de cão, pior, abaixo de Lacão, pior, abaixo de Fertuzinhas, pior ainda, abaixo de Soares. Dir-se-ia impossível tal descida às profundezas da porcaria e da indignidade. Mas, contando com o que há de mais repelente no género humano, nada tem de impossível, como o 44 e o DN demonstram, preto no branco.
E daí, se recorrermos aos nossos mais caridosos sentimentos, talvez encontremos uma explicação – para o 44, que não para o jornal. É que, quando o miserável saloio ouviu o PM dizer que não tinha enriquecido com a política nem tinha “ajudado” a tapar buracos de terceiros – o Salgado que o diga! – ele achou que o assunto era com ele, já que passou anos a fazer favores e a meter ao bolso uma data de milhões, por intermédio de um “amigo” que tinha “ajudado”. Quer isto dizer que, nas insondáveis profundezas da sua consciência, ou da falta dela, achou que era a ele que o PM se dirigia. Daí a dar à casca como deu, usando as mais primárias e burras acusações, foi um passinho. Toda a sua ordinaríssima natureza (não há quem não a reconheça como tal) veio ao de cima. Não há casca que a cubra.
5.3.15
António Borges de Carvalho
PS. No comentário acima, nem sombra de fundamento judicial. Basta o que a criatura já confessou publicamente e por escrito para que o IRRITADO tenha por ele a consideração que tem.

Deixe um comentário