IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA NATUREZA DAS COISAS

 

Nunca tive grande simpatia pessoal pelo juiz Rui Teixeira. Sou, como é sabido, um tipo antiquado, que ainda se choca quando vê um juiz macho de jeans ou um juiz fêmea de mini-saia. Confesso que é tudo. Nada mais sei do senhor, a não ser o que vem nos jornais.

 

O juiz em causa voltou à baila. Convirá, em resumo, relembrar os factos.

 

Os factos são:

 – O Juiz Rui Teixeira mandou prender um deputado do PS, que julgava envolvido num processo de pedofilia maricas;

– O juiz Rui Teixeira foi corrido do processo;

– O deputado do PS foi libertado por falta de provas;

– O PS fez passar uma lei a criar a figura do “erro grosseiro”;

– O PS fez passar outra lei a criar a “responsabilidade extra contratual do Estado”;

– O juiz Rui Teixeira foi acusado de “erro grosseiro”;

– O Estado foi condenado, por causa da sua “responsabilidade extra contratual”, a pagar ao deputado nada menos que 130.000 euros, processo que ainda corre;

– O juiz Rui Teixeira foi, há dias, privado de classificação e de progressão na carreira por iniciativa de três juízes que o PS indicou para o conselho que tem competência para tal. Coisa que acontece pela primeira vez na história, ditadura incluída.

– O sindicato dos juízes está calado como um rato.

 

No comments.

 

24.9.09

 

António Borges de Carvalho

 

 


4 respostas a “DA NATUREZA DAS COISAS”

  1. Na ex RDA (Republica Democrática Alemã) era quase tudo proibido, mas, também, quase tudo “permitido”.Explicando melhor: era proibido comprar uma simples máquina de escrever sem a respectiva “autorização administrativa” (muito morosa em obter – como era da praxis). Assim sendo, quem precisa comprava sem obter essa “licença”.Ora, sucede que o nome dessa pessoa que fez a compra “permitida” (mas ilícita) ficava registado. ESSE REGISTO SERIA UTILIZADO QUANDO NECESSÁRIO.”MORAL DA HISTÓRIA”: todos sabiam que a qualquer momento podiam serem “chamados à pedra” em caso de “comportamentos desviantes”.

  2. Na ex RDA (Republica Democrática Alemã) era quase tudo proibido, mas, também, quase tudo “permitido”.Explicando melhor: era proibido comprar uma simples máquina de escrever sem a respectiva “autorização administrativa” (muito morosa em obter – como era da praxis). Assim sendo, quem precisa comprava sem obter essa “licença”.Ora, sucede que o nome dessa pessoa que fez a compra “permitida” (mas ilícita) ficava registado. ESSE REGISTO SERIA UTILIZADO QUANDO NECESSÁRIO.”MORAL DA HISTÓRIA”: todos sabiam que a qualquer momento podiam serem “chamados à pedra” em caso de “comportamentos desviantes”.

      1. “Como se queria demonstrar”.Não há ligação a PP? (não o “Grande”, mas o “Gordo”)- “ Quod Erat Demonstradum “!

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