IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA MORAL SOCIALISTA

 

Depois de quatro anos de reconstrução das ruínas em que o PS (de Sócrates, Costa, Santos Silva e outros, hoje no galarim do poder) nos deixara, Passos Coelho ganhou as eleições sem maioria absoluta. Costa, ainda fresquinho da vitoriosa traição que o levara à liderança do partido, negou-se a negociar com o PSD e foi buscar apoio parlamentar às extremas esquerdas, a soviética e a doida. A geringonça entrou no poder, lá ficou quatro anos e, se calhar, vai mamar outros quatro, preparando o país para a nova ruína que se aproxima a passos largos. É o “novo normal” do socialismo.

Tal “solução” mereceu a elogiosa e generalizada aceitação dos habituais serventuários do PS nos media e no comentário político, os quais se dedicaram, e continuam a dedicar, aos elogios mais malucos, fomentando a instalação da cegueira nas pessoas, via manipulações, mentiras e mentirolas. Ainda por cima, com apoio presidencial.

Muito bem, dirá a nacional-bem pensância. A nova maioria parlamentar tem toda a legitimidade, mesmo metendo no poder, com calçadeira, não com votos populares, os partidos até então classificados pelo PS como não democráticos.

Adiante. Este ano, nos Açores, ficou o PS na mesma situação que PSD conheceu há anos no continente: ganhou as eleições sem maioria absoluta. O PSD local resolveu fazer o que o PS tinha feito: arranjou uma maioria ad hoc, juntando à antiga AD um (ou dois?) deputados do novo partido Chega.

Consequentemente, o PS apresenta aos media um desconhecido (disseram-me que é secretário-geral adjunto do Costa), encarregado de acusar o PSD Açores da mais vil traição, por ter juntado ao grupo um partido classificado pelo PS como não democrático. Ou seja, no continente, o PS tem toda a legitimidade para fazer maioria com vinte e tal deputados de partidos que toda a vida classificou como não democráticos. Mas, segundo o novo PS, oficialmente representado pelo importantíssimo desconhecido que refiro acima – sem citar o nome porque não o sei, nem quro saber – a idiotia, a aldrabice e a imoralidade chegam ao ponto de tal artista vir dizer que o PSD, ao juntar, nos Açores, um (ou dois?) deputado do Chega, está a trair o seu próprio passado.

A falta de vergonha atinge assim os píncaros no cumprimento das normas da “moral republicana” (ó desgraça, há quem coma disto!).

 

Declaração de interesses: o IRRITADO acha que, nos Açores, o PS devia ficar a governar, à rasca, em minoria. Isto, por respeito a uma praxe constitucional que, no continente, o PS pôs no caixote do lixo. Por outro lado, não deixa de dar um certo gozo que a “solução” do PS tenha frutificado no Atlântico de pernas para o ar. Ou seja, que o feitiço se tenha virado contra o feiticeiro, talvez preconizando tempos menos piores para todos nós.

 

8.11.20   



8 respostas a “DA MORAL SOCIALISTA”

  1. Muito bem, Irritado: tem a coerência de defender agora o que defendia em 2015 – quem recebe mais votos é que deve governar. Pena o resto da direita, sobretudo o PSD, não ser tão coerente. Dito isto, claro que continua a não ter razão. Uma eleição não é uma corrida; o objectivo não é apurar um vencedor ou campeão. O objectivo é, devia ser, representar a vontade popular. O poder deve reflectir a repartição do voto. Essa visão de ‘o vencedor leva tudo’ é pouco democrática e até algo infantil. Se é uma ‘praxe’, então a praxe está mal. Não devemos guiar-nos por praxes e costumes dúbios. E digo-lhe isto, como sabe, desprezando ambos os lados por igual. Numa democracia a sério, até seria quase indiferente qual o vencedor: este seria um mero executor da vontade popular.

  2. Ó irritado, isso é que foi cismar ‘como é que eu vou dar a volta ao assunto’.E vai daí nem foi pensar muito, e tal e coisa as extremas esquerdas, ou esquerdoidas, que têm nos seus programas capar os tipos da nato e desovar as tipas da cee, enjaular uns traficantes de tixertis, e recambiar uns calões das obras, não tem a ver com este chega pra cá católico praticante, contra a corrupção e contra a pobreza, que até nem quer nada com esta gente, sai um flic-flac à rectaguarda e sim senhor quero lá saber do tal processo por corrupção, tem é que desaparecer isso subsídio de reinserção e o resto não se diz pra não entalar os de lisboa. E tá feito, bem tudo isto para o gesticulador de peruca não fazer mais uns estragos nas hotes nacionais.

    1. Ó anónimo, você parece o Costa a dar ordens do covid! Não se percebe nada, nem se sabe se é para rir ou para chorar.

      1. Não percebeu?! Então aqui há uns postes atrás ‘com o ventura nem pensar’?Pense bem no acordo que teria sido feito e que não veio a público, e lembre-se no que o capachinho bracejante (para não dizer fascitoido versos esquerdoido) disse num primeiro momento ‘não contem connosco, não queremos tachos, queremos combater a corrupção e acabar com a pobreza (!!)’, mais ou menos isto, e vem-se a ver e coisa e tal. Qual teriam sido os tachos para passarem a contar com eles?Quanto a corrupção e pobreza, provavelmente a açoriana, o fascitoido não ligou ao processo instaurado por corrupção a quem com ele acordou e quanto à pobreza acordou acabar com o subsídio de subsistência por lá instituído.Tá a ver a diferença.

  3. Esqueci-me de questionar, se para o acordo o representante da república também exigiu um documento, tal como da outra vez por cá, o do cavacal papel assinado para os esquerdoides garantirem a não exigência de castração química a pedófilos da nato e da extracção dos ovários às abortadoras da cee. Tá ver a ironia?Não vai dizer que o fascitoido diz aquilo só por dizer, só para vender uns calcitrins.

  4. Parece-me, Irritado, que o ponto do Anónimo é que o PSD havia jurado nunca se aliar ao Chega. Trata-se realmente de uma dupla incoerência, uma dupla aldrabice do laranjal: além de ‘usurpar o legítimo vencedor’, como dizia do seu Passos, mete-se na cama com o Chega, que está para a direita como o PCP/BE está para a esquerda. O PS é hipócrita? Claro! O PSD também o é? Claro! São farinha do mesmo saco.

  5. E prontus, como diria o puto daqui do lado.Num sinhor, o chega pra lá vem pra cá num é faxista. Claro até era proibido ser, pela Constituição.Afinal o chega pra cá é formado pela rapaziada do ppd e cds que teriam sido (? por enquanto) do estado novo geriátrico, pides e bufos e o contabilista quer fazer as contas com eles. E então sai da cartola do capachinho bracejante um calcitrim da revisão da Constituição e do sistema de justiça. Pra quê? Tá se mesmo a ver: para não serem proibidos partidos fascistas, e do sistema de justiça calma aí não vá aparecer um Rhon apreciador de loirinhos.E o contabilista vai nisto, doutra forma adeus adeus mais uns bons aninhos.(aninhos diminutivo de períodos de doze meses)Aquela do chega ser da extrema direita é por ter ideias de capitalismo até ao ponto das forças armadas, polícias e prisões serem privados e incluir aquelas aberrações civilizacionais da castração de pedófilos, extração dos ovários de mulheres que abortem e prisão perpétua para ?, logo se vê como nos usa (pretos de preferência). E aquela do be/pcp da extrema esquerda é de terem ideias das riquezas do país serem do estado, acabar com os blocos militares e com o sistema monetário da ue (agora tem havido mais tá bem), só isto, nada de capar os tipos da nato e sacar os ovários as gajas da ue. Não pode haver comparação daquilo extrema direita e extrema esquerda.Basta lembrar do Acácio Barreiros, perigoso extremista da esquerda. O que é que aquele extremista pretendia? Não sabemos por ninguém da rádio, tv e jornais não querem saber, fosse ele como os outros refilões e querer a morte aos pides talvez lhe dessem algum tempo de antena, pois ainda não havia estes popularuchos de agora e ia dar ao mesmo de ninguém lhe passar cavaco e vai dai foi pregar para outra freguesia. E depois, só com uma sandes de queijinho limiano se fez um acordo, que com os perigosos extremistas com dezenas de presidências de cm nem pensar.

  6. “No Continente”, não! A nível nacional.O número de pessoas a debitar a imbecilidade de que ao governo (regional) dos Açores corresponde o governo do Continente não para de aumentar. O Continente não é uma região, com governo próprio. O que não é regional, nacional é! É assim tão difícil de perceber?!

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