IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA LOUCURA COLECTIVA

 

Isso mesmo, há uma loucura colectiva a tomar conta da nossa sociedade.

No elevador do parque de estacionamento aqui do bairro, onde pago para me refugiar da tirania da EMEL, com dez pessoas permitidas no tempo da liberdade, são agora permitidas duas. Já fui várias vezes expulso da coisa por concidadãos meus, já assisti a várias pessoas que, vendo-me lá dentro, sózinho, não tiveram coragem para entrar.

Crime scene!: os bancos do meu jardim, onde lia o jornal nas manhãs de sol, estão fechados com fitinhas da polícia. O mesmo no parque infantil onde, no tempo de outra senhora, crianças brincavam felizes. Hoje, nem brincar nem ir à escola, são escravas de pantalhas, as que pantalhas têm, as outras nem isso, estão entreguas ao tédio e ao abandono.

Fresquinho: a PSP expulsa os miúdos do parque de skateboard. A GNR dispersa uma festa de aniversário com oito pessoas.

Esta lista seria interminável, se tivesse pachorra para a escrever, mas o novo regime nem isso merece. Talvez seja a IV, ou V república, a de 1984 com trinta e tal anos de atraso.

As televisões, ao serviço do novo regime, aterrorizam as pessoas horas e horas a fio, e ninguém chama a isso o que isso é: um crime de lesa-pátria. Uma sociedade inteira passa a fronteira da depressão, entra na loucura, consome mais anti-depressivos do que consumiria cervejas, se lhe fosse permitido confraternizar com elas. Há tarados que, no cumprimento das normas da ditadura, chamam nomes a quem passeia sem máscara no jardim aqui do bairro.

Diz-se que o “confinamento” está a dar um resultadão, quando o confinamento, se resultasse, seria daqui a duas ou três semanas e, mesmo que assim fosse, está provado que não é possível provar que resulte: os países que não confinaram sofreram com o covide exactamente como os outros, uns mais outros menos.

O governo da nova república já fez milhares de discursos falsos, já disse, sobre o mesmo assunto, que era preto, branco ou cinzento às riscas, que era bom e que era mau, que é assim ou assado, frito ou cozido.

Incontáveis “especialistas” surgidos de toda a parte, colaboram activamente no criminoso fabrico da loucura. Os doentes morrem sem assistência, sem consultas, sem cirurgias, sem diagnósticos, sozinhos, nem no funeral têm direito a assistência. O SNS é o falhanço que sempre tem sido, arruinado pelos seus defensores mais ferozes. É como o confinamento, não funciona mas é sagrado.

A sociedade deslaça-se, arruinada e triste, stressada, deprimida, já enlouquecida ou a caminho de tal.

E a ruína? Quando a ruína chegar ao pico, não haverá “curva” que a baixe.

Médicos e enfermeiros cruzam as fronteiras para não mais voltar, emigram mais do que emigraram no tempo de outra república, a da troica. A culpa continua a ser do Passos Coelho.

Os nossos dirigentes, esses, tão orgulhosos como burros e mentirosos, gabar-se-ão sempre da sua obra. Não têm perdão.          

 

8.2.21



3 respostas a “DA LOUCURA COLECTIVA”

  1. Pois é, Irritado, tempos difíceis. Fosse o seu caro Passos e outro galo cantaria: se não nas máscaras, no confinamento e restantes medidas, que deviam ser basicamente as mesmas, como são em todo o lado, pelo menos na sua opinião sobre o tema. Fosse Passos e já não seria uma loucura criminosa do governo; seria uma loucura importada e infelizmente inevitável. O governo faz o que pode, diria o Irritado, mas o mundo ensandeceu e temos de nos adaptar. É um caso de saúde pública. O nosso fantástico PM, o Herói Passos, homem sensato, justo, impecável, está a proteger-nos. Confiemos. Confinemos. De resto, é um estudo fascinante, não acha? Estamos a comprovar quão carneiro e submisso é, não o país, mas todo o mundo. Quão fácil é, 80 anos após os nazis e 30 após a URSS, cair numa distopia de bófias e de bufos. Entre a tragédia mental e económica de tantos, dois casos são especialmente maus: os que estão perto da morte por velhice ou doença. Que tristes e absurdos últimos dias, fechados, mais sozinhos que nunca, a ouvir que “vai ficar tudo bem”.

    1. V. não é, julgo, esquerdista nem direitista. Tem a sua utopia, coisa a que tem direito, mas que não passa disso mesmo: utopia. Insistir em utopias ou não funciona ou dá mau resultado. Posto isto, por um lado, v. detesta o Passos Coelho, por outro acha que o homem é menos mau que o Costa., o que, perante a escolha, já é alguma coisa. O que eu disse não foi que o Passos Coelho teria resolvido o problema, foi que TODOS os problemas, para a nossa (deles) esquerda, uma data de anos depois ainda é o mau da fita! Verdade ou não?

      1. Utopias há várias. Há os que crêem num socialismo imposto por comité central; os que crêem num capitalismo ‘puro’, como se não acabasse podre e viciado; ou os que crêem em mercados sábios e mãos invisíveis. Tudo considerado, crer numa sociedade mais democrática, justa e equitativa não me parece das piores. Sim, o seu Passos é menos mau que o Costa. O que v. omite é que quase tudo é menos mau que o PS e o Costa; é uma fasquia ridiculamente baixa. Uma jarra era menos má que o Costa. Um penico era menos mau que o Costa. Sim, ainda culpam Passos por tudo. Normal: nesta partidocracia, cada governo culpa sempre o anterior.

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