IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA LIBERDADE E DOS SEUS INIMIGOS

Anda por aí uma escandaleira desgraçada por causa da chamada liberdade de escolha, significando esta a possibilidade de o cidadão poder reservar uma parte dos seus rendimentos – a que puder e quiser – para a prevenção da velhice, cabendo ao Estado garantir um mínimo, mediante descontos mais leves.

É claro que, para os partidos da extrema-esquerda, isto constitui uma afronta aos privilégios do Estado e à manutenção do seu domínio sobre as opções de cada um. Usam os habituais argumentos da “igualdade”, dos “direitos sociais” e outros estribilhos do estilo, muito do agrado, para nossa desgraça, do Tribunal Constitucional. Mas tais estribilhos só interessam a pacóvios, não a quem tenha dois dedos de testa

O que, na verdade, interessa, para nosso mal, é que haja um partido (o PS) que se diz democrático a alinhar no mesmo atentado ao alargamento da liberdade de cada um. Para esta gente, que pretende vir a governar-nos, a liberdade das pessoas não acaba onde começa a dos outros, mas bate na rocha quando limita a do Estado, nosso dono e senhor – como nunca, mutatis mutandis, foi nenhum rei absoluto.

Dizia a Senhora Thatcher que “não há dinheiro público, o que há é o dinheiro dos contribuintes”. Esta asserção, carregadinha de sentido de responsabilidade e de honestidade pública é, para a cartilha desta gente, um pecado mortal. Segundo “pensam”, o dinheiro que os contribuintes põem na mão do Estado é para ser usado pelo Estado como lhe der na gana. Ninguém tem, por isso, o direito de ver o seu dinheiro capitalizado, ainda menos o de protestar por não ver onde estão as velhas “reservas matemáticas” que serviriam para cálculo das suas pensões. O Estado, acha tal gente, tem o direito de usar o que recebeu dos contribuintes para pagar as mais diversas prestações, ditas sociais, que nada têm a ver com as finalidades para que cada um julgava tê-las pago.

Quando, ai Jesus!, se fala em restituir, pelo menos em parte, a liberdade de escolha aos cidadãos, o alarido é enorme.

A mentalidade desta gente, à revelia do seu tempo e da sociedade que quer dominar, ignora a natural evolução social, quer manter os estatais privilégios que, uma vez no poder, utilizará como entender. Sequer dá, por exemplo, pela adesão das pessoas a aberturas como as dos PPR, coisa que odeia, não dá pelos inúmeros seguros de saúde que as pessoas adquirem, coisa que, ideologicamente, também odeia, ainda que pessoalmente a ela adira, não percebe que as pessoas, no exercício da liberdade que, apesar da esquerda, ainda têm, vão colocando mais meios na sua previdência individual e familiar, mesmo sem alívio dos pagamentos exigidos pelo Estado.

Que aconteceria se as pessoas vissem uns tostões dos que hoje pagam ao Estado por uma previdência cujo controle lhes é negado aplicados de outra forma, com o uso da tal liberdade de escolha? O Estado perderia poder, os governos socialistas veriam diminuído o seu domínio sobre os cidadãos, perdido o controle de milhões, acabada boa parte das suas possibilidades de manipulação do dinheiro dos outros.

Eu sei que o investimento previdencial, como todos os outros, incluindo os feitos no Estado, tem riscos (os pensionistas que o digam!), que a segurança privada depende dos skills de quem a gere, mas, risco por risco, porque não preferir o risco escolhido ao risco obrigatório?

 

A dona Manuela acha que ”corremos o risco” do assistencialismo, seja lá isso o que for. Já tenho ouvido argumentos menos estúpidos. Mas, dos ideologicamente tarados e dos frustrados – como ela, o Pacheco, o Capucho e quejandos, tudo se pode esperar.

 

 

11.8.15



7 respostas a “DA LIBERDADE E DOS SEUS INIMIGOS”

  1. Para quem não sabe, como o nosso PM, a Segurança Social é obrigatória: o funcionário desconta 11% do salário, e o empregador paga mais 23.75%. Ou seja, a SS saca quase 35% de cada salário.Só que os governos – TODOS os governos – dispõem criminosamente deste dinheiro; até o “investem” no casino bolsista. Há depois três grandes problemas:1) O Estado, o maior empregador do país, não paga a SS – é o primeiro a baldar-se às suas próprias regras.2) Há canalha com reformas antecipadas e/ou pensões chorudas, como a dondoca inconseguida, que não descontou para o que recebe.3) A demografia de um país velho e falido – menos população activa, ordenados menores, e cada vez mais reformados.É neste contexto que surge a proposta “libertária” celebrada pelo Irritado. Em teoria, é bonita. Na prática, ocorrem-me outros três problemas evidentes: 1) Se a SS já está em dúvida para as actuais gerações, como ficará se receber ainda menos descontos?2) Desde quando a Banca privada – BES, BPN, BPP, Banif, BCP… – é alternativa seja para o que for?3) Se os salários descem, com o aplauso do governo (competitividade!), que dinheiro sobrará para a pensão privada? Ou a “liberdade” é afinal só para chulos, mamões, e burguesões bem instalados?E mesmo que este caminho fosse válido, como ficava a canalha que mama (muito) mais do que descontou? Vamos continuar a sustentar os chulos do passado – e os chulos do presente até passam a descontar menos?

    1. Oh Filipe não fiques triste (dasss) Já há solução EUTANASIA

      1. EUTANASIA? Em Portugal? Só se for para cães raivosos!!!

        1. EUtanasia pra cadelas sarnosas (e sem orelhas hehe) nao e novidade (I love you too)

          1. E já por causa disso* não deixo o meu farrusco (poodle) muito a solta :)*cadelas sarnosas cegas e sem orelhas (olha o contagio …dasss)

  2. Tenho a progressiva e estranha sensação de estar cá sozinho. O resto é (quase) tudo disparates, o autor pouco liga ou responde, e assim vamos. Dia após dia. Ano após ano.

    1. Well well caro Filipe O seu comentario fez me reler o post do irritado. De tanto matutar cheguei a esta palavra "incongruencia", fui ao dicionario e…Sinônimo de incongruência: absurdo, contradição, improbidade, incoerência, incongruidade e inconveniência

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