Um senhor, Nuno Pereira de seu nome, identificado como histriador, proferiu uma sentença eleita “frase do dia”. Reza assim: “A história oficial diz pouco, é preciso aprofundar os factos, devemos aproveitar que ainda há muitas testemunhas. A guerra colonial é um dos maiores tabus da história portuguesa.”
Não podia estar mais de acordo. Não sei quem o Pereira é, em que clube joga, ou o que quer ao certo dizer com aquilo.
A história das guerras ultramarinas da segunda metade do século vinte é objecto das mais abjectas e retorcidas interpretações e de narrativas “oficiais” aprendidas nos manuais de uma esquerda que nem a si própria – às suas origens – tem respeito. A “historiografia” nacional não se cansa de “criminalizar” uma geração, um passado, uma História, em favor de puras “interpretações convenientes”, da generalização abusiva e canalha de episódios isolados, de louvaminhas a bandos de “intelectuais progressistas” que causaram, em duas ou três décadas, mais mortes, mais fome, mais doença, mais guerra, que 500 anos de “colonialismo”, colocando as questões numa dimensão “moral” que nunca tiveram.
Se o tal senhor Nuno Pereira quer pôr os pontos nos is do que realmente se passou, honra lhe seja. Se quer perpetuar e “aprofundar” a aldrabice que por aí medra, então que se vá lixar.
18.3.15

Deixe um comentário