IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA GUERRA “COLONIAL”

Um senhor, Nuno Pereira de seu nome, identificado como histriador, proferiu uma sentença eleita “frase do dia”. Reza assim: “A história oficial diz pouco, é preciso aprofundar os factos, devemos aproveitar que ainda há muitas testemunhas. A guerra colonial é um dos maiores tabus da história portuguesa.”

Não podia estar mais de acordo. Não sei quem o Pereira é, em que clube joga, ou o que quer ao certo dizer com aquilo.

A história das guerras ultramarinas da segunda metade do século vinte é objecto das mais abjectas e retorcidas interpretações e de narrativas “oficiais” aprendidas nos manuais de uma esquerda que nem a si própria – às suas origens – tem respeito. A “historiografia” nacional não se cansa de “criminalizar” uma geração, um passado, uma História, em favor de puras “interpretações convenientes”, da generalização abusiva e canalha de episódios isolados, de louvaminhas a bandos de “intelectuais progressistas” que causaram, em duas ou três décadas, mais mortes, mais fome, mais doença, mais guerra, que 500 anos de “colonialismo”, colocando as questões numa dimensão “moral” que nunca tiveram.

Se o tal senhor Nuno Pereira quer pôr os pontos nos is do que realmente se passou, honra lhe seja. Se quer perpetuar e “aprofundar” a aldrabice que por aí medra, então que se vá lixar.

 

18.3.15



6 respostas a “DA GUERRA “COLONIAL””

  1. Na guerra colonial, de acordo, o politicamente correcto tornou-se a verdade oficial. E os ditadores, as guerras, os massacres, a corrupção, a miséria, o atraso de vida que é África será sempre culpa dos colonizadores mauzões. Mas por falar em África, países de 3º mundo e assim, estava aqui a reparar: entre as suas últimas inquietações e irritações não vejo… a LISTA VIP. Sim: a lista VIP das Finanças! Parece que – veja bem – há contribuintes especiais, que não podem sequer ser consultados sem autorização superior! O Governo, claro, não tem nada a ver com isto. O director da Gestapo, perdão, do Fisco, já se demitiu… e, coisa ainda mais rara, assumiu todas as culpas. Todas. Ou seja, o tipo não recebeu ordens do PM, da Ministra, nem sequer do Sec. Estado: um belo dia lembrou-se de fazer uma lista VIP, sem dizer a ninguém, e de meter lá quem lhe apetecia… está-se mesmo a ver, não está, Irritado? Só é pena a lista não ser divulgada. Devíamos saber os pulhas que lá estão. Até aposto que adivinho alguns nomes… o Irritado não adivinha? Uma dica: não está lá certamente o 44, nem nenhum perigoso comuna…

    1. Em relação às Finanças: eu julgava que ninguém podia ser consultado sem autorização superior, ninguém mesmo… se calhar estava enganado!

      1. Enganado, e de que maneira: não sabia que o Fisco pode tudo? Só não lhe conhecem as cuecas, mas graças às facturas sabem onde as comprou, e quanto custaram. Até o meu gato, suspeito, há-de ter lá um processo detalhado e consultável em qualquer momento. Todos temos. E todos estamos sujeitos a isso. Todos? Não: a Múmia Cavaca, diz o ex-director da coisa, não pode estar! Nem o nosso PM abridor de portas, nem, naturalmente, a Senhora Portas, ou a Ministra swapeira, ou outros compinchas do nosso mui transparente governo. E quem diz compinchas laranjas diz banqueiros, grandes “gestores”, e mamões em geral… Ter um governo sério e transparente é mesmo outra coisa, né?

        1. Uma coisa é a grande máquina do fisco saber tudo sobre nós como bem exemplificou, outra é o empregado do fisco bisbilhotar as pessoas por sentir curiosidade e tecnicamente poder fazê-lo apesar de saber logo à partida que deontologicamente tal atitude é errada.

          1. (só acontece comigo ou, quando se responde a um comentário, o comentário resposta não está a ser devidamente alinhado?)

          2. Mesmo que fosse só isso, por que raio hão-de estar apenas alguns excluídos dessa curiosidade? E logo – que coincidência – os amigos do poder, os que gerem dinheiro público, os mais habituais trafulhas e mamões? Dá-lhes jeito os segredinhos, tudo muito discreto e respeitável e tal. Qual curiosidade… cada cêntimo dessa canalha devia estar exposto na internet, na televisão, na revista Maria, na porta do WC da bomba de gasolina. Até já nos devia enjoar. Exactamente o que tinham antes da pulhítica, o que lá ganham, o que mamam depois dela. E tudo o que metesse offshores dava direito imediato a estadia na PJ. Não há cá segredinhos para ninguém. Não pode haver. Não após 40 anos de saque, de corrupção, de SLNs e BES e BPPs e PPPs e tachos e cambalachos pagos por nós. Nós, que podemos ser vasculhados por qualquer um, a qualquer hora. Não gostam? Não se candidatem. Não nos chulem, nem sejam trafulhas. Simples, não é?

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