IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA GLÓRIA DA ESQUERDA

 

Um número crescente de filósofos, psicólogos, politólogos e de outros rebrilhantes intelectuais disponíveis começou a pronunciar-se “agradavelmente” sobre uma coisa que vem ocupando páginas e páginas na chamada “comunicação” social, “mídia” para ignorantes e subservientes, media, ou meios, para quem não faz parte de tal equipa.

Qual coisa? A mentira e seus parentes.

Há quem escreva, com justificatória alegria, que a mentira é “normal” na política e “característica” própria de políticos que se prezam. Pode ter várias graduações: a pura mentira, a meia verdade, a narrativa, a verdade alternativa e outras rebuscados conceitos usados para gozo e satisfação dos opinadores. As mais intelectuais justificações para tais práticas são avançadas em “análises” profundas, cheias de considerandos, citações, estudos, investigações, estatísticas, e do mais que ocorrer à moderna elite mediática.

Em segundo plano surgem alguns conceitos aceitáveis, que não se enquadram nos analisados, como os da confidencialidade, da reserva, da discrição e das matérias que as merecem. O mais difícil será estabelecer os limites de tais formas de proceder, a fim de as não confundir com mentiras e quejandas práticas. Mas isto pouco interessa à tal elite.

Um exemplo do que, não sendo mentira, nem meia verdade, nem verdade alternativa, sequer narrativa, é tão ou mais violento que a mentira pura e simples. Refiro-me às bandeiras em arco desfraldadas pela geringonça a propósito do défice.

Foi ele de 2,1%, ou coisa do género, correspondentes a 3.807 milhões de euros. Demos de barato o facto de tais milhões não terem sido objecto de informação pública por parte do chamado governo. O pior é o que segue: em 2016, a dívida agravou-se no módico montante de 9.590 milhões; destes, foram às contas os tais 3.807, ficando de fora 5.783 milhõezinhos; não se sabe onde foram parar, se às contas da mercearia, se abaixo do tapete, se enviadas ao cosmos nalgum foguetão, se metidas na “operação marquês”. De resto, a história não é nova: era um dos mais inteligentes e habituais procedimentos da “gestão” socialista de antes da troica, coisa que teve os maravilhosos resultados que toda a gente sabe e com que toda a gente sofreu.

Aqui temos uma mentira, inverdade, narrativa, ou outra coisa qualquer. À portuguesa, chamar-lhe-ei aldrabice, trafulhice, engano, sonegação de informação essencial para a formação da opinião póblica: o país a atolar-se em ainda mais dívidas, assim “revertendo” o caminho que vinha tomando em 2015. Ao mesmo tempo que o país se atola, o costismo, herdeiro agravado do socratismo, declara que estamos a caminho da glória. Só se for a glória das bancas dos casinos.

E a procissão vai no adro.

 

2.4.17



3 respostas a “DA GLÓRIA DA ESQUERDA”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Isto lembra uma velha piada. Alguns usam a estatística como os bêbados usam postes: mais para apoio do que para iluminação. Assim são os políticos e seus adeptos, como o Irritado, que jamais conseguem ser isentos. De todas as mentiras ou “verdades alternativas”, os números das contas públicas são talvez os mais manipulados – espelhando as “engenharias financeiras”, que, graças à máfia banqueira, são indissociáveis do mundo em que vivemos. A Gerimbosta é assim tão pior que a PAF? A verdade é que o Irritado não sabe: ninguém sabe. Cita uns números que tira daqui ou dali, tal como os defensores da Gerimbosta tiram outros quaisquer. Como nesta Partidocracia a opacidade e a parcialidade são a norma, ninguém estranha; cada governo tem a sua “verdade”. Um belo dia, os calotes cair-nos-ão em cima. Como sempre. E lá virão os compinchas do Irritado saquear-nos… enchendo mamões e deixando impunes os xuxas que tanto criticam. Como sempre.

    1. Olha o parvo iluminado!

      1. Avatar de Esquerda da Glória
        Esquerda da Glória

        A mim parece-me que o Filipe Parvo é o espelho do António Irritadiço

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