Quando, por quatro vezes, fui à vacina num local atulhado de propaganda do Medina, cartazes, parangonas, gabarolices várias, foi-me imposta a oferta de um saco de papel com uma maçã verde, umas bolachas de má qualidade e um pacote de água de origem desconhecida. Ao mostrar-me surpreendido com a oferta, a menina de serviço esclareceu que se tratava de uma “atenção” do senhor presidente da câmara. Com papas e bolos se engana os tolos, diz o povo. Recusei a oferta. A menina, espantada, informou: “tem que aceitar”.
Vivemos nisto. Até a menina, coitada, se deixa instrumentalizar pelas ordens do patrão socialista. Tentei explicar: ouça lá, não chega esta propaganda da câmara em que estamos, quer queiramos quer não, há horas mergulhados, e ainda que temos que agradecer ao presidente? Não vê que isto é campanha eleitoral? A menina não percebeu, como era de esperar.
Hoje, a oferta vem explicada nos jornais. Uma brilhante constelação de empresas ligadas ao PS recebeu cerca de meio milhão de euros pelos sacos. Nem concursos, nem consultas à praça: toma lá, dá cá, e está feito. Para que servem as montanhas de impostos, de taxas, de cobranças da CML, senão para ajudar quem precisa?
13.7.21

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