IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA FABRICAÇÃO DA VERDADE

 

Que aconteceu afinal nos chamados swaps, coisa que continua a encher de orgulho os profissionais da “informação”, que não há forma de calar?

 

Que aconteceu?

a) Houve, quase a cem por cento durante os governos socialistas, uma interminável série de contratos daquele tipo celebrados pelas empresas públicas, que a tutela deixou à vara larga, não tomando a mais pequena atitude, presumivelmente porque lhe convinha;

b) Consta que alguns (muitos?) de tais contratos eram altamente ruinosos para o Estado;

c) É certo que os governos do PS fizeram inúmeras operações destinadas a mascarar o défice, como os tais swaps, a fundação da Estradas de Portugal, etc.;

d) Houve duas propostas de contratos desse tipo que foram apresentadas aos assessores do senhor Pinto de Sousa, os quais emitiram parecer favorável, vindo o director da dívida pública (do PSD) a opor-se-lhes e, in fine, o ministro das finanças a recusá-los em definitivo;

e) Um dos assessores em causa é hoje o conselheiro financeiro do senhor Seguro.

f) O demissionário secretário de Estado das finanças terá estado, ou não, nas reuniões com os assessores, sendo já certo que não interveio na formulação das propostas;

g) Está provado que o actual governo tem feito inúmeras diligências, algumas bem sucedidas, para minorar as consequências da herança swap recebida.

 

Ora bem, ou mal.

Que aconteceu ao longo dos últimos dias, em termos de informação?

1) Os swaps problemáticos desapareceram como por encanto;

2) As diligências do governo a este respeito perderam-se em combate;

3) O governo do senhor Pinto de Sousa não tem nada a ver com o assunto, uma vez que, santamente, até recusou as únicas propostas que passaram a estar em causa;

4) Apesar de o Sec. de Estado já ter ido para casa, a única coisa batida e rebatida por toda a “informação” continua a ser saber se esteve ou não esteve nas reuniões com os assessores e dar o “devido” realce ao facto de as propostas do City, feitas em 2005, não terem sido aceites.

 

Concluindo:

Uma montanha de ruinosa e pública trampa financeira foi metida debaixo do tapete.

Quem tem tratado de limpar o possível de tal trampa é acusado(a!) das mais terríveis malfeitorias.

Os culpados estão a bom recato e, disso, não se fala.

Assim o povo é “informado”.

Assim se fabrica a verdade.

 

9.8.13

 

António Borges de Carvalho    

 

 



6 respostas a “DA FABRICAÇÃO DA VERDADE”

  1. Solicito que se envie este Post para a SIC e VISAO para que nao se esquecam de RELEVAR o essencial dos SWAPS !!!!!!

  2. Fiel ao título do post, o Irritado fabrica a sua própria verdade. E a fórmula da verdade é simples: o PSD é intrinsecamente bom. Tudo o resto – swaps, dívidas, juros, PPP, BPN, SLN, bancos, “mercados”, etc. – é demasiado complicado para se aprofundar, e mais ou menos irrelevante. Importante é que a conclusão seja sempre a mesma: o PSD é bom. O Citibank e a StormHarbour já vêm do tempo do Burroso e da Manela? Irrelevante. A Ministra das Finanças é uma lacaia da alta finança? Irrelevante. O Sec. Estado demissionário tentou impingir negócios ruinosos ao seu próprio país, o que noutros tempos daria forca, e hoje dá lugares no Governo? Irrelevante. O mesmo Sec. Estado também esteve metido nas ruinosas PPP? Irrelevante. O mesmo Citibank e a mesma StormHarbour continuam metidos no Estado e no bolso dos contribuintes, graças a este governo? Irrelevante. “Resolver o problema das swaps” significa dar à Banca milhares de milhões roubados a uma população que “viveu acima das suas possibilidades”? Irrelevante. Todos os responsáveis continuam impunes, e de offshores recheados graças a estes crimes lesa-pátria? Irrelevante. O novo Ministro dos NE também se encheu no BPN? Irrelevante. E por aí fora… Recordemos: o PSD é bom. Isto é tudo o que importa.

  3. Já nem me dou ao trabalho de sugerir ao Irritado vídeos ou artigos do Sr. PAULO MORAIS, uma das raras pessoas em Portugal que chama os bois pelos nomes, e a quem o irritado chama “pide” e maluquinho da conspiração. Já sei que nem os vai ver ou ler. Por isso, limito-me a fazer aqui copy-paste: SALVAÇÃO NACIONAL É verdade. Se a receita anual anda na ordem dos sessenta mil milhões e a despesa nos setenta, obviamente que este défice tem de ser diminuído ou até eliminado. O Estado tem de reduzir – e muito – as suas despesas. Mas deve penalizar os que provocaram a crise e não todos os outros. Em primeiro lugar, o Estado tem de poupar nos juros da dívida. Milhares de milhões de euros em cada ano, bem entendido. Não é admissível que os juros representem a maior despesa do Estado em 2013. É irracional. Seria como se alguém na sua economia familiar gastasse mais em lavagens do automóvel do que na alimentação dos filhos. É claro que este corte viria agastar o “lobby” da Banca, Ricardo Espírito Santo, Fernando Ulrich ou até a filha do presidente angolano. E não há coragem política para o fazer. Além de que alguns políticos influentes são, eles próprios, administradores de bancos, de Vera Jardim no PS, a Lobo Xavier no CDS… entre outros. Outra despesa a ser imediatamente reduzida é a das rendas com as parcerias público-privadas. Poder-se-iam poupar, sem dificuldade, mil milhões. Isto se houvesse coragem para enfrentar os maiores parceiros privados, como os grupos Mello ou Mota-Engil. Não há! Acresce que estes grupos garantem a sua intocabilidade colocando nas suas administrações atores políticos como Joaquim Ferreira do Amaral, Valente de Oliveira ou Jorge Coelho. Muitas outras despesas se poderiam evitar no Estado, a começar na renda milionária contratada com o fundo detentor do Campus de Justiça em Lisboa, presidido por Alexandre Relvas, diretor de campanha de Cavaco Silva. Etc., etc., etc. A verdadeira salvação nacional consiste em cortar neste tipo de gorduras do Estado. E não nas pensões, nas reformas, ou nos salários e subsídios dos funcionários. E muito menos no ensino, na saúde ou na segurança social. Portugal precisa apenas de ser governado por quem, seguindo a máxima de António Vieira, impeça que “os peixes grandes comam os pequenos… porque um peixe grande poderia alimentar muitos peixes pequenos”.

    1. Só uma correcção, e não chateio mais: enganei-me quando escrevi que o Paulo Morais é «das raras pessoas em Portugal que chama os bois pelos nomes»… queria dizer uma das raras VOZES em Portugal que chama os bois pelos nomes. Pois milhares, milhões de pessoas chamam os bois pelos nomes – esta canalha pulhítica, estes mamões do regime, esta máfia financeira – simplesmente não são ouvidos. Contrastam com os idiotas úteis do regime, os carneiros dos partidos, e os compinchas destes, como o Irritado.

      1. Comungo da sua opinião.Já agora, gostaria de “ouvir” a opinião de Carlos Abreu Amorim, candidato independente (?) a V. N. de Gaia, conquanto “subiu” (politicamente) à sua custa (obviamente, de Paulo Morais).”anda” por aí outro XXI?

  4. “Assunção, apesar da sua não provecta idade, está reformada precisamente do TC onde trabalhou (?)…”.Pois é:aos 42 anos ficou na “reforma”; o Paulinho das feiras não gosta de “exercer” (trabalhar?!) na formação para a qual a sua Licenciatura (em Direito) o “qualifica”!!! Preferirá” exercer vendas de submarinos?; o PM “consegue” (aos 40 anos!) concluir uma Licenciatura na “melhor” universidade do mundo (Lusíada, de Lisboa);a mim (reformado da FP) querem “roubar” 10% da minha parca aposentação 881,00€.É “isto” JUSTO?

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