IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA DITADURA GLOBAL

 

Vivemos os dias mais histéricos da moderna história da humanidade. Passados que são uns vinte anos de terror ecológico, a coisa estoira na Dinamarca, num fogo de artifício de ameaças e de pavor.

 

A histeria politicamente correcta faz girar milhares de desgraçados e de vândalos que repescam, ignorantes e revoltados, as velhas teorias para-religiosas do fim do mundo, agora com pretextos “científicos”. Giram as boas almas, correctíssimas, que, mamando nos universais orçamentos, viajam, comem e bebem pelo mundo fora com a admirável desculpa de estar “a salvar a terra”. Giram “cientistas” pagos pela loucura universal da ONU para chegar a determinadas conclusões, mesmo que para isso tenham que manipular os próprios dados que inventaram. Giram governos à procura de mais impostos, que cobrarão para autorizar emissões de CO2. Giram “empresários” e “financeiros” a fazer contas às massas que vão encaixar nas compras e vendas dos direitos de emitir. Giram papalvos aos milhões, convencidos pela propaganda universal da universal catástrofe.

Gira tudo minha gente.

A Terra, essa, continua a girar, indiferente às aldrabices da humanidade.

   

Como é possível?

Como é possível que as rectas intenções de tanta gente que, a partir de meados do século XX, começou a preocupar-se com o ambiente, tenham dado nisto? Como é que inquietações tão genuínas como as que se levantaram sobre a preservação da diversidade genética, a conservação das espécies, a qualidade dos agentes ambientais – ar, água, solo, subsolo – tenham dado nisto? Como é que as multidões de oportunistas, de falsos ou bem pagos cientistas, de divulgadores de desgraças, de agentes económicos, de escritores e jornalistas, de políticos, de professores, de revoltados, de analfabetos, de díscolos, se uniram para aterrorizar a humanidade inteira, ainda por cima com o chantagista e falsíssimo argumento da “solidariedade” com os mais fracos arvorada em “objectivo global”.

 

Quem ainda se preocupa com a vida dos ursos polares sabe que a espécie está cheia de saúde, que o derreter dos gelos lhe facilita a alimentação e que por isso… cada vez há mais ursos!

Mas a onda correcta apregoa que não. O derreter dos gelos vai matá-los a todos!

 

Quem ainda tem alguma noção do que pode ocasionar a liquefacção das calotas polares, sabe que ela nada ou quase nada tem a ver com a subida da temperatura do ar, mas com alterações das correntes marítimas, eventualmente devidas à conhecida mudança do ângulo do eixo da terra.

Cais quê! É o CO2, é a humanidade que, formada por autênticos assassinos, enche a atmosfera de um produto que a faz aquecer!

 

Quem leu meia dúzia de artigos decentes sabe que, na Terra, a temperatura já subiu e já desceu vezes sem conta, e em altas proporções, sem que emissões humanas de CO2, ou indústria, ou até humanidade.

Nem pensar! É a humanidade, o capitalismo, o desenvolvimento, a criação de riqueza o que “destrói” o planeta!

 

Quem se debruçou sobre os gráficos existentes (desde há bem pouco tempo…) das temperaturas do globo sabe que ninguém pode afirmar com rigor que a Terra está a aquecer, muito menos que está a aquecer de maneira catastrófica.

Idiotas. O politicamente correcto manda acreditar que a Terra aquece, e de tal maneira que, daqui a um século ou coisa que o valha, a humanidade terá desaparecido!

 

Quem, com honestidade, vê que, apesar dos gelos derretidos, o nível dos mares não subiu, acha que as preocupações da humanidade a este respeito são fruto de modelos matemáticos onde cada um introduz as premissas que entende e os factores de risco que inventa, e não de qualquer experiência concreta.

Gente estúpida, que não interioriza os dados “irrefutáveis” do painel de cientistas da ONU!

 

Quem, de sangue frio, vê na diminuição dos gelos polares a abertura de canais de navegação, a criação de novas oportunidades de progresso, de energia e de sustentabilidade, pensa que a humanidade, se algo perder com isso, muito mais ganhará.

Trapalhões! Então não vêm que a evolução do planeta só trará catástrofes e que a culpa é da humanidade, uma vez que, se não fosse a humanidade, o planeta ficava como está per omnia secula seculorum?

 

Quem acredita que a evolução do planeta se deve a razões cósmicas contra ou a favor das quais o homem nada pode fazer, acha que proteger os nossos bens naturais, muito bem, conservar a diversidade ainda melhor, limpar a atmosfera das nossas cidades, óptimo, encontrar novas formas de agricultura, mais produtivas e mais baratas, sensacional, encontrar e explorar novas formas de energia, de acordo…

Que ideia! O que essa gente quer é atirar areia para os olhos dos demais, distraí-los da hecatombe universal que aí vem, dar cabo da agricultura através dos transgénicos, ignorar que, ou entramos na onda do “domínio” das alterações climáticas e da histeria global, ou estamos condenados à fome à extinção.

 

O problema da histeria do “aquecimento” global e das alterações climáticas tem a ver com a extinção, sim, da humanidade, mas através da extinção da Liberdade humana. Dois exemplos cá do sítio:

– O ilustre deputado europeu do PS, o (ex?) comunista Vital Moreira ameaça as massas dizendo claramente que não é lícito alimentar dúvidas sobre a gravidade do aquecimento climático, nem sobre a sua origem humana. E mais diz que há uma corrente negacionista, felizmente, para ele, minoritária;

– O não tão ilustre deputado europeu comunista do BE, um tal Tavares, por seu lado, declara que quem for minimamente sério acredita na catástrofe, o que quer dizer que quem não acredita na coisa é, pelo menos, desonesto.

   

Aqui temos o verdadeiro espírito do politicamente correcto. Não é lícito pensar de outra forma, quem o fizer é negacionista, leia-se criminoso, que é o que a palavra quer dizer. Além disso, não é sério, nem honesto, o melhor é pô-lo na prisão.

 

Vêm o espírito da coisa? Se o Vital e o Tavares mandassem – quem diz que não virão a mandar? – passávamos a só poder ter pensamentos “lícitos”, sendo lícito o que eles acham que é lícito, a não poder ser “negacionistas”, sendo negacionista quem como eles não pensar, e a não ser sérios, porque os critérios de seriedade são os deles.

 

A não ser que esta onda, como a do “buraco do ozono” (por causa dos frigoríficos e das lacas para o cabelo…), venha a desfazer-se na areia, e o mundo a ganhar algum juízo. Será possível?

 

9.12.09

 

António Borges de Carvalho


5 respostas a “DA DITADURA GLOBAL”

  1. Sodoma e Gomorra são Biblicamente falando) duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descido do céu. Segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por Deus devido a prática de actos imorais. Será que o “buraco do ozono” é um conceito de “sodomitas”?

  2. Parabéns pelo Post!Gostei muito de o Lêr.Maria da Fonte

  3. Gostei muito, como sempre tenho gostado atá agora, deste seu artigo, verdadeira lufada de ar fresco (para me socorrer de uma expressão “ecológica”) nesta desvairada feira de insensatez planetária.Os seus artigos lembram as crónicas de Valdez dos Santos no “Jornal de Economia e Finanças”, que nos opressivos anos do PREC zurzia os governantes de então – e era um bálsamo lê-lo. Sobre este tema, venho hoje imitar o nosso primeiro ministro, com as suas citações, e ocorrem-me algumas.Já Heródoto notava, preocupado, que era mais fácil ludibriar a multidão do que um homem.No “Mein Kampf”, Hitler diz com todas as letras que as multidões gostam de acreditar em coisas estultas, e quanto mais irrazoáveis mais depressa nelas crêem.Para equilibrar tão politicamente incorrecta referência, socorro-me de Churchill, que desdenhava os políticos timoratos: “Não há opinião pública, há opinião publicada” e dizia ainda que gostava muito da democracia mas que uma conversa de 5 minutos com o eleitor médio o deixava sobejamente informado de como ela assentava em frágeis espeques.Há poucos dias fui a um almoço de confraternização natalícia de uma IPSS, num bonito convento de Lisboa. No final o presidente da instituição fez uma pequeno discurso, tocante, falando de como o Natal nos deve aproximar e não perder a esperança na redenção.Mas teve que terminar por “pedir desculpa” se por acaso o ouvissem pessoas que não acreditam na Fé.E fiquei a pensar comigo: “Mas este almoço fez-se porque estamos a chegar ao Natal, que é o nascimento do Menino Jesus (por essa razão, pelo menos até sair em portaria do diário da república) e estamos nesta casa que recolhe idosos, porque a Igreja o construiu há uns séculos. Se devemos o motivo e o local a Deus, porquê pedir desculpa aos que não acreditam Nele? Desculpa de quê? De acreditarmos?”.Eis como o “politicamente correcto” perverte o… correcto, simplesmente.Voltando ao logro ecológico: as pessoas não têm paciência para pensar, gostam mais de pensar como a tribo, de viver em manada, de correr atrás de mitos — e por isso, quando o dedo aponta a Lua, preferem olhar para o dedo.Desculpe fazer um comentário tão grande. Não é todos os dias que temos a oportunidade de ler, ainda por cima bem escrito, aquilo que sentimos no coração e vemos permanentemente sonegado.

    1. Muito obrigado pelo seu comentário. Não vale a pena pedir desculpa por ser longo. Enriquece o meu blog!ABC

  4. Bravo! Mais um magnífico texto… o mais recente de tantos!

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