IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CRITÉRIOS E “CRITÉRIOS”

 

Aqui há dias, um amigo chamou a minha atenção para um debate na TVI entre André Ventura Miguel Sousa Tavares. Acabo de o ver.

Ventura, em resumo, disse que é contra o racismo, que acha que os que insultaram um futebolista com impropérios de cor de pele devem ser investigados e punidos, que se opõe ao racismo e à xenofobia em todas as suas manifestações.

Acrescentou que o caso acima tinha servido para criar uma acusação generalizada de racismo a toda a sociedade portuguesa, o que ele considera falso e inaceitável e que há uma enviesada interpretação de diversos factos que, sendo da mesma natureza, são considerados racismo se praticados por brancos e mera agressão se os seus autores foram de origem africana.

Por um lado, repetiu o óbvio, a indignação, a gravidade do acto dos adeptos do Guimarães e a sua clara condenação dos mesmos. Por outro, indignou-se com o facto inegável da existência de dois critérios opostos quando se trata de membros da maioria branca ou da minoria negra, aquela criminosa e racista, esta coitadinha e angelical.

 

Entre parêntesis, recordo a morte de um caboverdiano numa rixa de rua, que a esquerda fez tudo para transformar num crime de raça, sem o ser, e no assassínio de um estudante de engenharia branco por três gatunos guineenses, que nem uma palavra motivou, passando a criminal fait divers, sem direito, sequer, à identificação dos assassinos como negros. Na minha opinião, tanto os que mataram o caboverdiano como os assassinos do estudante eram pessoas, não brancos ou pretos, só que, no primeiro caso, foram automaticamente classificados de brancos (não se sabendo se o eram) e, no segundo, a cor da pele era coisa assessória, que era melhor não constar.

 

Queiram ou não, Ventura tem razão. Mas Miguel S. Tavares acha que não, e insiste que Ventura acha muito bem que tenham insultado o futebolista, que é racista e xenófobo, etc., a lista do costume. Diga Ventura o que disser, a classificação está dada, adquirida, certa. Valha-nos a tunda que Ventura lhe deu, bem merecida por quem tresouve o que lhe dizem, na sanha de fazer passar a opinião “ciêntífica, oficial, correcta e adquirida”.

Não sou eleitor do Ventura, mas acho que a esquerda em geral e a direita em particular, se não gostam dele, ou passam a ouvi-lo com mais cuidado e a não lhe responder com chavões, ou acabam por o tornar um herói para muito mais gente do que supõem.

Finalmente, diga-se que, como Ventura, acho um insulto, uma provocação ignóbil, uma inverdade absoluta, dizer que a sociedade portuguesa é racista, coisa que, criteriosamente e sem vergonha, a esquerda insiste em criar, seguindo à risca as “ideias” da mais racista de todos os portugueses, dona Joacine (seria Joaquina à nascença?). Para quê?

 

19.2.20



2 respostas a “CRITÉRIOS E “CRITÉRIOS””

  1. Este tipo de propaganda já começou há uns anos em vários países da ue com as consequências que se conhecem em França e na Alemanha mas também, embora menos divulgadas entre nós, noutros países. As tentativas de censurar os seus opositores parecem, pelo que se pode aperceber na internet, não estar a ter grandes resultados. Por cá esse problema não se põe. Quase todos dizem a mesma coisa e quando alguém fala de modo diferente, é mencionado uma só vez. E, de preferência, rapidamente.Vamos a ver o que nos traz a ue da mme von der leyen. É aí que tudo começa. Por ordem da mme merkel, claro.

  2. Sem tirar razão à Isabel e ao Irritado, afinal quem ganha com a actual semi-ditadura do politicamente correcto: a esquerda? Pelo contrário, tem perdido eleições e votos um pouco por todo o lado. A maioria cada vez menos silenciosa já deita PC pelos olhos, está farta de que lhe chamem racista e xenófoba, não se revê no feminismo de 3ª ou 4ª vaga, prefere qualquer Brexit ou Trampa ou Salvini ou Bolsonaro que lhe apareça. Então se são eles quem ganha, como tem sido evidente em todo o lado, afinal quem promove isto e porquê? O Irritado continua a falar da dualidade de critérios. Como já lhe indiquei, não é suposto brancos e pretos terem o mesmo tratamento: a teoria do punching up sustenta que há um desequílibrio estrutural a desfavor dos pretos, dos ciganos, das mulheres, dos gays, etc., que só pode ser corrigido pela discriminação positiva destes. Qualquer facto ou notícia contrária a estes grupos deve ser atenuada ou omitida; qualquer agressão (real ou imaginada) a estes grupos deve ser amplificada. E a insistência constante faz parte da estratégia: tal como na ecologia, é preciso cem artigos diários para que um ou dois fiquem na cabeça das pessoas; é preciso exagerar sempre para obter o efeito água em pedra dura. Só falta entender quem está realmente por trás da estratégia. Sempre ouvi dizer: follow the money.

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