Notável neologismo, este do covfefe. A começar pelo seu autor, o tramposo Trump, ninguém saberá o que quer dizer, se é que quer dizer alguma coisa.
Mutatis mutandis, por cá temos o inigualável Centeno, nosso distinto covféfio. Ninguém sabe o que significava a recuperação da economia via consumo, já que, por unanimidade, se considera certo que se deu o contrário. Um covfefe. Ninguém sabe o que significava a recuperação via investimento público, já que toda a gente sabe que não houve investimento nenhum. Outro covfefe. Ninguém sabe o que queria dizer o reforço do Estado social, já que a saúde está como está e acumula dívidas à razão de um milhão por dia, o ensino vai pelo mesmo caminho, etc. Mais covfefes. Ninguém sabe o que queria o homem significar quando dizia que, via “virar de página”, a dívida do Estado se reduziria, já que toda a gente sabe do seu brutal aumento. Covfefes à fartazana. E a história do Centeno versus o-tipo-da-CGD-que-não-queria-declarar-o-património-e-acabou-por-atirá-o-à-cara-do-Centeno? Sabem o que queria o dito dizer com o bailarico das declarações sobre o assunto? Um série de covfefes?
Algo me diz que estamos covfefados.
5.6.17

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