O Costa veio dizer às massas que, se o seu orçamento fosse chumbado na Assembleia Municipal, tal constituiria uma “conduta política inqualificável”.
O Irritado está (quase) de acordo. Realmente, meus amigos, por mais asnático e irrealista que o orçamento seja, e é provável que o seja dado o nobre exemplo do do senhor Santos, há que deixar o Costa enterrar-se pelos seus próprios meios, não lhe dando desculpas para continuar a não fazer nenhum.
Além disso, há que marcar diferenças. O PS, quando, com o PC, era maioritário na Assembleia Municipal, chumbou o orçamento da Câmara do PSD. Chumbou o orçamento, perseguiu miseravelmente todas as iniciativas camarárias, do Parque Mayer à Feira Popular, do Túnel do Marquês ao da rua da Beneficência. Torpedeou, tripudiou, impediu, atrasou, boicotou, à tort ou à raison, tudo o que a Câmara propusesse.
Era a política do PS na Assembleia Municipal: os interesses dos cidadãos eram tratados como se fichas de jogo fossem. Importante era fazer o adversário perder. As fichas eram um instrumento descartável.
O Costa não tem nada que se queixar se o PSD, em vez de marcar a diferença, usar o princípio de Talião e lhe chumbar o orçamento. Em matéria de “condutas políticas inqualificáveis”, o PS dá lições a toda a gente.
12.12.08
António Borges de Carvalho

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