Segundo rezam as contas do Estado, o défice vai ser de zero, ou quase. Grande vitória do socialismo nacional ou, se quiserem, do contabilista-mor, a fazer lembrar o Salazar, mas com mais propaganda.
Adiante. O pior é o resto. O resto é que o que se ganha nas contas no resto se perde, ou seja, na balança de pagamentos, que está pelas ruas da amargura. A balança corrente e de capital, que, nos ominosos tempos do governo propriamente dito, foi sempre positiva, com o novo contabilista foi descendo, descendo, até ser claramente negativa. A balança comercial, sempre positiva nesses idos anos, está em queda vertiginosa. O investimento internacional, tão propagandeado pelo chamado governo, está em menos 104%, do PIB, tudo apontando para um inevitável aumento da dívida e da concomitante fragilidade da economia.
Malhas que a geringonça tece, diria o poeta.
4.11.19

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