Há dias, um destacado esquerdóide, André Freire salvo erro, publicou um longo escrito intitulado “Porque não votar Medina”. O título, vindo de quem vem, era excitante. O homem tece inúmeras razões que justificam que não se vote no homem, um “eleitoralista” sem “transparência”, a fazer obras caríssimas sem sentido, etc. Lendo bem a coisa, o indígena fica sem perceber lá muito bem o que é que ele critica: é contra as ciclovias mas a favor das ciclovias, é contra as obras do eixo central mas a favor das obras do eixo central…
Adiante. Lendo mais um bocadinho, fica claro que ele quer que o Medina ganhe as eleições – o que considera garantido –, mas sem maioria absoluta. Como? Votando nos comunistas do PC e do BE, isto é, fazendo da CML uma agência da geringonça.
Resolvido o mistério que o título do artigo sugeria, vamos um bocadinho mais adiante. Ontem, no DN, o melífluo Medina declara que não se vai “bater por uma maioria absoluta”. Por outras palavras, está combinado com o tal Freire. É de estalo.
Já tínhamos assistido, por exemplo, ao namoro do Costa com a Catarina no debate dito do estado da Nação. Tinham, evidentemente, combinado umas perguntinhas que dessem ao homem oportunidade para anunciar coisas que, de outra forma, não viriam a propósito. Uma forma de desviar as atenções do debate de fundo, que era arrasador para ele.
Estão todos combinados. Para intoxicação dos incautos, em termos de segurar o poder seja lá como for, a geringonça funciona.
17.7.17

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