IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


COMEMORAR A VERGONHA

Uma “comissão”, nomeada não faço ideia por quem e presidida pelo ex-bolchevista Vital Moreira, vai dedicar-se à nobre tarefa de preparar as comemorações do centenário da República. A coisa, qual Expo-98, começa a ser programada com mais de três anos de antecedência. As comemorações, emblematicamente encimadas pela nobre iniciativa de legalizar os “casamentos” dos pederastas e das fufas, vão ser de arromba.

 

Gostava de perguntar à plêiade de nobres intelectuais en charge o que é que querem comemorar:

 

– O miserável assassínio do Chefe de Estado e do seu Sucessor?

– O fim de um regime constitucional democrático e parlamentar com 76 anos de idade?

– A repetição e o agravamento dos erros, designadamente eleitorais, desse regime?

– A redução do número de eleitores com direito de voto?

– O caciquismo político na sua mais “elevada”  expressão?

– A mais repugnante e bárbara repressão de todas as manifestações populares?

– A repressão e o aniquilamento do movimento sindical?

– O maior número de presos políticos da nossa história?

– A proibição do nascente Partido Socialista?

– A entrega do poder às alfurjas de Lisboa?

– O terrorismo institucionalizado?

– A substituição a Bandeira Nacional pelo estandarte de um partido?

– A substituição de um hino que honrava a Liberdade por uma marchinha pseudo-patriótica, a incitar a pessoas à guerra?

– Os assassinatos em série?

– Os esquadrões da morte?

– A inútil, injustificada e devastadora participação na I Guerra Mundial?

– Catorze anos de sangrenta bagunça?

– Mais dois de ditadura militar?

– Mais quarenta e seis de ditadura civil?

– Sessenta e quatro anos de política colonial imobilista e estúpida?

 

Não faço mais perguntas para não maçar as pessoas. A série é inesgotável.

 

No fundo, a coisa compreende-se. Para dar alguma dignidade ao cinco de Outubro, nada melhor que o casamento dos pederastas e das fufas.

 

António Borges de Carvalho



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