IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


COMEMORAR A REPÚBLICA, OU DA HISTÓRIA DE PANTANAS

 

 

Aqui há dias ouvi o Dr. Mário Soares afirmar que o regime em que vivemos é o da segunda república, não da terceira. Perguntado sobre a razão de tal e tão estranha afirmação, o ilustre senhor referiu que o Estado Novo, enquanto ditadura, não tinha sido uma república.

Este tipo de “pensamento” é conhecido e reconhecido em várias cabeças, com os rapazes do Grande Oriente à frente.

Se eu fosse o entrevistador do Dr. Mário Soares perguntar-lhe-ia se achava que o General Craveiro Lopes era filho do Marechal Carmona e se o Almirante Tomás tinha sido gerado no ventre da dona Berta Craveiro Lopes. Isto, para ajudar o lustre cidadão a demonstrar que o Estado Novo foi uma monarquia.

Estas ideias mais ou menos tontas partem do princípio que uma república é democrática por definição. O que contraria frontalmente a verdade, uma vez que deixam de o ser uma enorme quantidade de repúblicas por esse mundo fora, que de democráticas nem o nome.

Mais interessante seria perguntar ao ilustre político como é que os seus adeptos se preparam para comemorar os cem anos da república, ao mesmo tempo que dizem que os quarenta anos do Estado Novo não foram vividos sob uma república.

E também gostaria que o grande laico, republicano e socialista nos esclarecesse se acha de um regime que se chamava república portuguesa, que hasteava a bandeira da república – não a da Nação – que utilizava o hino da república como emblema do Estado, que tinha um presidente da república, não era uma república. Então o que era?

 

A posição desta gente a este respeito é uma desonestidade intelectual como outra qualquer, com a agravante de ser ensinada nas escolas.

Vivemos, é evidente, na treceira república, não na segunda, que acabou há 35 anos.

Como é que, “pensando” como esta gente, é possível comemorar os cem anos de uma coisa que se diz ter sessenta! Venha o mais pintado, e explique.

 

Já agora, sendo absolutamente inequívoco que a primeira república foi uma monumental vergonha cuja consequência natural foi a segunda, a que o Dr. Soares não aceita como tal, e que a terceira… a ver vamos, seria de perguntar ao grande socialista o que é que, afinal, ele e os seus amigos têm para comemorar?

Como é que ele e os seus amigos se preparam para gastar milhões e milhões a festejar os 100 anos de uma coisa que começou por ser uma vergonha (16 anos), que deu em ditadura (40 anos) e que, com alguma, pouca, qualidade, existe apenas há 35?

 

Faz-me lembrar, ao quadrado, o grande dirigente algarvio, senhor Bota, que, aqui há uns anos, publicou um opúsculo que se chamava “No Décimo Aniversário de Doze Anos de Poder Local”…      

 

29.12.09

 

António Borges de Carvalho   


Uma resposta a “COMEMORAR A REPÚBLICA, OU DA HISTÓRIA DE PANTANAS”

  1. Olá Viva Sr ABC Este “grande democrata” o sr “Soares Mário”, tem, teve e continuará a ter muitas graçolas desta natureza. Depois, a excelência da inteligência deste “pobre país cada vez mais mal frequentado”, bate-lhe as palmas, segue-o, ou no mínimo acham muita piada. Esta é uma das tais coisas em que calha bem utilizar o Velho ditado popular: “mais vale cair em graça do que ser engraçado”….. No entanto, tudo isto seria de importância menor se não se desse o caso de este senhor, por um lado, ser uma caixa de ressonância do (dito) “grande Oriente” onde ele é, foi e será sempre manobrável , mas que, por outro, quando decide dizer uma das imensas tonterias , logo fazem questão de fazer constar que são graçolas “com muita piada”, mas que, de facto não têm piada nenhuma. Esta ave rara de estimação, é algo que se arvora de Salvador da pátria, mas na verdade não passa de uma Reencarnação de um tal Miguel de Vasconcelos, que em vez de vir espiar os seus pecados nesta Encarnação, apenas tem jeito para os agravar e acabar por se divertir à custa dos portugueses, que ele próprio já havia renegado em tempos dum pseudo-exílio onde se pavoneou pela Europa e pelo mundo à custa não se sabe bem de quem ou de quê! O Sr Soares Mário se tivesse consciência e humildade o melhor que faria era reconhecer, que essa cena dos seus exílios mais não foram do que encenações para se arvorar de grande vítima e conseguir tudo aquilo a que chego, quando na verdade, apenas foi um protegido do Regime de então (que ele insinua não ser República), tendo em conta a amizade que existia entre o Padre João Soares (seu Pai) (e depois conhecido por Dr. João Soares) e o próprio Presidente do Conselho de então (que hoje há outro), desde o tempo em que ambos foram estudantes em Coimbra. É certo, que não partilhavam de muitos pontos de vista ou de ideologias, no entanto algo ficou desses tempos e o Sr Soares Mário muito beneficiou deste cenário para alcançar o lugar que ele próprio acabou por aceitar como cognome o de “o Presidente Rei”… eheheheheh – esta tem muita piada. Mas, como dizia, se houvesse um pouco de honestidade, consciência e humildade, melhor seria que reconhecesse a sua intervenção desastrosa aquando do seu consulado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros nos Governos Provisórios, em que propunha que os “Brancos” que se encontravam nas colónias fossem empurrados contra o Mar e que se amanhassem. Infelizmente, muito dos que foram visados por estas tristes declarações colaram-se a esta “personalidade” servindo-lhe de capachos, e ainda hoje se mantêm perfilando aos lado dos seus sucessores ou herdeiros, e, de ele próprio. Este Senhor perfila-se muito bem no Reino da chica espertice”, e como este “País” é um Paraíso de Chicos-espertos ” enquadra-se muito bem, aliás, o país, “já era”, agora não passa de um “Estado Federado” Pobre, desprezado que cada vez mais se está tornando no depósito de todo o lixo que a União Europeia concentra e não quer nos seus Esda mais ricos. (Só quero salientar que dois ou três Anos após 1974, e depois de ter regressado de Angola, aconteceu que por duas vezes (em circunstâncias diferentes) apertei a mão ao sr Soares Mário, mas ainda hoje, quando me lembro disso, corro a desinfectar com álcool esta mão direita, que pode estar ainda infectado com qualquer vírus peçonhento . Até uma próxima Sou o Francisco Luiz

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