IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


COLEGAS E CAMARADAS

 

Nos idos de 74/75, havendo, numa escola vizinha, um comício do MRPP, resolvi ir, com a minha mulher, ouvir o que os tipos tinham para dizer. Confesso que a nossa ignorância crassa sobre a linguagem nacional-maoista, pouco ou nada percebemos da “lógica” daquela malta. Uma gritatria dos diabos ao serviço das “ideias” era o sinal mais evidente de que estávamos perante algo de novo entre nós, algo que o golpe de 25 de Abril, abrindo os espíritos para coisas boas, também – não há bela sem senão – tinha despertado a mais rasca das porcarias intelectuais, morais e políticas – coisa que, aliás, não era, nem é, um exclusivo do MRPP.

A certa altura, um dos “oradores”, depois de cuspir toneladas de disparates, gritou:

– Camaradas, se soubéssemos que havia, nesta sala, algum burguês, que faríamos?

A multidão ululou imediata e espontaneamente:

– À morte! À morte!

Seguiram-se palmas e berros. Nós, burgueses e pais de família, aproveitámos um momento de distracção daquele exército de tarados e, rabinho entre as pernas, demos às de Vila Diogo. Estávamos democraticamente esclarecidos.

 

Várias e conhecidas personalidades dos dias de hoje foram proeminentes militantes daquela agremiação e admiradores incondicionais do camarada Arnaldo Matos, grande educador da classe operária – coisa a que nem eles nem o dito camarada jamais pertenceram. Evoluíram quase todos para regiões menos alegadamente “proletárias”. Lembro-me de um rapazito, meu familiar, que, com meia dúzia de anos de amadurecimento, chegou ao ponto de achar que o CDS era uma organização perigosamente esquerdista. Entre esta extremada posição e a fidelidade à esquerda, houve e há de tudo, do social-democrata Barroso à esquerdófila Ana Gomes, a lista é vasta e rica de opções.

É a propósito desta última que venho à liça. Poucas pessoas nesta terra serão tão desagradáveis como esta senhora, sendo de estranhar que tenha chegado onde chegou na carreira diplomática. Ficou-lhe, da juventude, o odiento espírito da canalha que nos ameaçava de morte, a fúria, os sentimentos, a expressão que, a propósito e a despropósito, vai exibindo e aplicando, e até alguma violência propriamente dita que já fez vítimas, ainda que com relativamente inócuas consequências.

Não conheço de partíssima nenhuma o diplomata que a geringonça decidiu nomear chefe das secretas. Não sei se o fulano se pirou de Timor ou recebeu ordens para o fazer. Francanente, é coisa que não me interessa. Não sei se merece o lugar ou não merece o lugar. O que sei é que está metido na zona de ódio da dona Gomes, coisa terrível de acontecer a qualquer mortal. Com algumas noções sobre o clima de “amizades” vigente cá na terrinha, sobremaneira na função pública, imagino as teias de invejas, de traições, de “chega-te para lá”, de denunciazinhas e de outras demonstrações de “espírito de corpo” de que o tal diplomata é objecto por parte da colega.

Como disse, não o conheço nem sei quem é. Ser nomeado pelo chamado primeiro-ministro não é , na minha opinião, coisa que abone em seu favor.

Mas, dada a fúria assassina contra ele movida pela dona Gomes, aqui lhe expresso alguma solidariedade.

 

4.6.17



4 respostas a “COLEGAS E CAMARADAS”

  1. O que sabe destas coisas: Covfefe, Passos Coelho e Josephvs?

    1. São colegas e companheiros?

      1. Como hoje é festa de pentecostes (i.e. Paracletus) I restrain myself …

        1. “Açaimado”?

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