IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


COISAS

 

Ele há coisas verdadeiramente extraordinárias, fora do comum, originais, a desafiar a imaginação do mais pintado.

 

É sabido que o governo do senhor Pinto de Sousa, entre outros arranques de esmerada inteligência, se dedicou a disfarçar buracos através de várias engenharias, talvez fazendo jus à “profissão” do chefe. Lembram-se das desorçamentações, de que é retumbante exemplo a Estradas de Portugal? Lembram-se da contabilidade criativa a que a UE pôs fim, o que obrigou os sucessores a pôr as coisas no são, revelando as mais diversas “coberturas” e as invenções de subvalorizados défices?

No meio desta “política” fiscal, veio a lume, como não podia deixar de ser, uma série de contratos swap que não caberiam na cabeça do mais pintado, mas cabiam nas manigâncias governamentais, destinados a disfarçar abismos financeiros, devidamente desorçamentados, das empresas públicas. É sabido que há swaps bons e swaps maus, sendo estes últimos a especialidade da tutela governamental socialista.

Toda a gente sabe disto. Seria honesto que os seus autores o assumissem. Se fossem honestos, é claro.

 

Uma deputadinha do PSD, relatora de um documento sobre o assunto, apresentou ao público o seu trabalho, fruto de intermináveis reuniões de uma comissão parlamentar especializada. As conclusões, como não podia deixar de ser, puseram a nu as imaginativas trapalhices, o que para ninguém constitui novidade.

O que aconteceu a seguir? Uma série de doutores, que estavam na tal comissão(!) vieram a lume dizer, aliás como sempre, que a culpa do que fez o governo anterior é do actual. Faz inveja ao lobo do La Fontaine! Pois não é que os maus são os que andam à nora a tentar minorar as consequências do que os outros fizeram, em vez dos que meteram a pata na poça? Pois não é que os que tentam tapar os buracos são os maus, e os que os abriram uns arcanjos?

 

É verdade: há coisas verdadeiramente extraordinárias, fora do comum, originais, a desafiar a imaginação do mais pintado.

 

18.12.13

 

António Borges de Carvalho



14 respostas a “COISAS”

  1. Avatar de XXI (Militante PSD)
    XXI (Militante PSD)

    Questiona o IRRITADO, “Lembram-se das desorçamentações,… da contabilidade criativa,…”. É claro que me lembro dessas “vigarices” e de outras.Mas, caro Irritado, pretende com essas “lembranças” fazer esquecer as malfeitorias, as ilegalidades e as mentiras (“burlas” politicas) perpetradas por Pedro Passos Coelho?Olhe que não consegue atingir tal desiderato!Já agora, qual a identidade familiar da tal “deputadinha do PSD”? Qual a razão de a identificar como “deputadinha do PSD”? Também o senhor foi um “deputadinho do PSD”?

  2. Avatar de http://o-antonio-maria.blogspot.pt/
    http://o-antonio-maria.blogspot.pt/

    Numa recente entrevista efectuada por José Gomes Ferreira ao Sec. Estado dos Transportes, quando este foi questionado sobre as ligações ferroviárias de bitola europeia, Sérgio Monteiro respondeu que tinha uma equipa a estudar o assunto e que no dia 15 de Dezembro de 2013, iriam ser anunciadas as conclusões desse grupo de trabalho.Nessa entrevista, a novidade foi saber que ao fim de dois anos e meio de Governo, o actual governante nem sabia o que queria fazer num assunto tão crucial para a economia portuguesa.Estamos no dia 18 de Dezembro e nada foi anunciado nem se sabe o que o Governo pretende fazer.A realidade é esta:Portugal já perdeu 800 milhões de euros de fundos comunitários, do quadro financeiro 2007-2013, que estavam previstos para troço Poceirão-Caia, o qual iria custar 1200 milhões, e não os 1450 propalados pela imprensa induzida, pois já se tinha retirado do projeto uma 3ª via de bitola ibérica à ligação prevista. O resto eram verbas do BEI com uma taxa de juro de 2,6%.Portugal está a caminho acelerado de se transformar numa ilha ferroviária, na medida em que a Espanha já anunciou que vai terminar com a bitola ibérica em Badajoz, logo que a nova linha ferroviária dupla (Badajoz-Madrid) de bitola europeia para comboios de mercadorias e passageiros rápidos estiver terminada (metade da plataforma está pronta).Os nossos portos de Sines e Setúbal, Autoeuropa etc., vão ficar isolados da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) para mercadorias. A desistência do gigante MSC relativamente à ferrovia portuguesa é um sinal do que aí vem. Quem nos garante que a Autoeuropa e outros não sigam o mesmo caminho?A região de Lisboa vai ficar excluída de um mercado de dezenas de milhões de turistas provenientes de Espanha. No eixo Madrid-Lisboa vivem mais de 10 milhões de pessoas.O mesmo ocorre no resto de um país que vai ficar dependente de portos secos (mercadorias) e de estações ferroviárias (passageiros) em Espanha. As empresas de TIR, como a Luís Simões, começaram já a deslocar as suas operações para Salamanca e Madrid. Como a fiscalidade espanhola é mais favorável, é evidente que muitas empresas de transporte e afins acabarão por se fixar em Badajoz, e não em Elvas!Será que a malta do parlamento já se deu conta da gravidade da situação para a economia nacional, ou continua a pensar apenas nas ‘mesadas’ de cada um?

  3. Avatar de http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.
    http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.

    Ontem a dra. Teresa Leal Coelho, uma desgraça enquanto porta-voz “tudóloga” do PSD (ainda ninguém deu por isso?), apareceu a perpetrar uma espécie de interpretação autêntica do sr. Draghi. Nas palavras dela, o sr. Draghi de maneira alguma quis dizer que Portugal precisava de um “programa cautelar” e, muito menos, o país, através do Governo, anda a preparar o que quer que seja nessa matéria. O sr. Draghi, porventura sugestionado pela sua magnífica tradutora, acabou por dizer que competia ao Governo – na circunstância o português – explicar do que é que realmente precisa quando terminar o “programa de ajustamento”. Depois surgiu o fatal comissário Rehn a dizer que fala bastante com o Governo português e, entre outras coisas, do que se seguirá ao dito “programa”. Este patético jogo de sombras presumivelmente destina-se a fazer os portugueses ainda mais parvos do que eles já, por regra, são. Note-se que esta demência torrencial não acontece por acaso. O Governo há muito que deixou de ter o “seu” programa. Só “vive” para o de “ajustamento” o que, se levado a sério, o torna dispensável a partir de Maio. Depois, e após vinte e tal longos estúpidos dias de inexplicável burocracia parlamentar, o OE seguiu para Belém onde reside um aliado de circunstância que, todavia, tem de ler a Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir. E com uma decisão jurídico-constitucional por estes dias sobre a chamada convergência das pensões, era preciso que o jogo de sombras tivesse algum jogo de fumos pelo que emergiu a extraordinária deputada Marques Mendes que os lançou através de um “relatório preliminar” sobre swaps, num perfeito exercício de spin que, decerto, o seu irmão não pode ter deixado de aplaudir. Tudo somado, era política e intelectualmente mais honesto dizer ao país que sim, que apesar de não estar ainda “desenhado”, o “programa” pós-troika está a ser pensado, embora as “ideias” não seja o forte desta gente. Ninguém aterra “limpo” no “mercado” com uma dívida como a nossa, com juros como os nossos, com incertezas como as nossas e com uma Merkel como a deles. Qual é a parte que fingem não perceber?

    1. «Ninguém aterra limpo no mercado com uma dívida como a nossa, com juros como os nossos, com incertezas como as nossas e com uma Merkel como a deles». Dívida como a nossa: não encontro o PS, que criou boa parte dela. Juros como os nossos: também não. Swaps como os nossos: também não. Aterrar limpo: os próprios “mercados” encarregam-se de sujar quem lá aterra. Quanto maior a sujidade, maior a chulice. Países como Portugal apenas lhes facilitam a tarefa, sobretudo quando têm governos caloteiros e corruptos… como o do Partido Sucateiro, que rebentou com o país. Qual é a parte disto que o autor do “Portugal dos Pequeninos” finge não perceber?

  4. O irritado é irritante. Vomita ódio e devia ir a uma consulta médica. Tadinho . E mais: ainda não leu o PÚBLICO e o que o Relvas fez ao Branquinho, que ao ver a notícia, ficou vermelhinho. O irritado tem uma goela muito larga, muito funda….

    1. Ao contrário do que diz o sr. Dias, li o “Público” do dia 16. A reportagem a que se refere nada tem a ver com o assunto do meu post, pelo que a sua diatribe não vem a propósito.Como pode ver pela minha resposta à dona Maria Alice, espero para ver. Na certeza de que, sendo caso disso, cá estarei, como estive nos casos Relvas e Machete. Chamar ódio à objectividade não é nem bonito nem exacto.

  5. Sobre o Branquinho, fica abaixo o resumo para a posteridade. Desde já as minhas desculpas pela extensão, mas vale o tempo de quem o quiser despender. Ou talvez não: a bem dizer, não é nada de novo. É apenas mais uma confirmação do que todos já sabemos. Irritado, vai um postzito sobre isto? Esperarei sentado… ——————————————————- 1. Há uma coisa chamada PROGRAMA FORAL – Programa de Formação para as Autarquias Locais. Em 2002, o Foral era gerido por… MIGUEL RELVAS. Começa bem. E em que consistia o Foral? Passo a citar: «Modernizar a Administração Local, aumentando decisivamente o nível de qualificação dos seus recursos humanos e Dotar a Administração Local de maior capacidade para responder eficazmente aos novos desafios da descentralização administrativa, aos novos desafios do desenvolvimento local e regional e da Sociedade de Informação». Bonito, não é? Pois é: mais um esquema pulhítico para chular o contribuinte tuga, e já agora o alemão e o francês, através das esmolas comunitárias. Por isto, não espanta que: «O grosso da formação financiada pelo Foral entre 2002 e 2004 foi parar às mãos da TECNOFORMA, que teve PASSOS COELHO como administrador, e que está a ser investigada pelo Ministério Público e pelo gabinete de luta antifraude da Comissão Europeia». ——————————————————- 2. Pois bem. Em 2002, o inefável RELVAS achou que o Foral precisava de uma “campanha de comunicação”; e confirmando a tese de que “vivemos acima das nossas possibilidades”, deu-lhe um budget jeitoso: 450 MIL EUROS. Criou então um concurso com regras nunca vistas, cujo feliz vencedor foi a agência de publicidade NTM. O dono da NTM: AGOSTINHO BRANQUINHO, ex-deputado PSD e… ACTUAL SECRETÁRIO DE ESTADO! Mais: JOSÉ PEDRO AGUIAR-BRANCO, o nosso insigne Ministro da Defesa, tornou-se presidente da Assembleia Geral da NTM pouco depois desta adjudicação! Ele há coincidências… Mais: 63% da facturação da NTM vinha da Associação Empresarial de Portugal, na época gerida por COUTO DO SANTOS, actual deputado do PSD e presidente do Cons. Administração da Assembleia da República. Por sua vez, BRANQUINHO tinha sido adjunto de COUTO DOS SANTOS entre 1986 e 1988, depois de deixar o Parlamento, quando o último era ministro de Cavaco Silva. Mais: entre os principais clientes da NTM destacavam-se ainda as câmaras de Vila Nova de Gaia e de Valongo. A primeira era presidida por LUIS FILIPE MENEZES, e a segunda tinha como vice-presidente MARCO ANTÓNIO COSTA, actual coordenador nacional do PSD. Mais: quanto à equipa da NTM, logo abaixo de Branquinho estava Ana Santana Lopes, irmã de PEDRO SANTANA LOPES, então vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, e presidente da Câmara de Lisboa. Mais: quem controlou todo o concurso foi RELVAS, através do seu chefe de gabinete PAULO NUNES COELHO e da sua adjunta SUSANA VISEU. PAULO NUNES COELHO presidiu à associação “Construir uma Alternativa”, que organizou a 1ª candidatura de PASSOS COELHO à liderança do PSD, foi chefe de gabinete do Sec. Estado, entre 2011 e Fevereiro 2013, e em Julho 2013 foi nomeado adjunto de MARCO ANTÓNIO COSTA, dias antes deste deixar o Governo para se tornar coordenador nacional do PSD, e ser substituído por… BRANQUINHO. Já SUSANA VISEU é desde 2007 administradora do grupo Fomentinvest, liderado por ÂNGELO CORREIA, e que também teve como administrador… PASSOS COELHO, até este ir para o Governo. ——————————————————- 3. O resto, incluindo os detalhes do “concurso”, está no Público de 16 Dezembro. Boa leitura.

    1. Remeto-o para a minha resposta à dona Maria Alice.

  6. COISAS!!!Os números são esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do programa Foral, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa. Hoje, no Público – See more at: http://5dias.net/2012/10/08/programa-foral-miguel-relvas-passos-coelhoPouco tempo após a adjudicação da campanha, em Maio, Agostinho Branquinho, vendeu a NTM, sem identificar o novo proprietário. Uma venda realizada através do escritório de José Pedro Aguiar-Branco – atual ministro da Defesa que presidia à Assembleia Geral da empresa. A 26 de Junho, Branquinho renunciou à presidência do conselho de administração. Ato que representa uma violação do caderno de encargos do concurso, que exigia a manutenção do coordenador da equipa, neste caso Agostinho Branquinho, até ao fim do contrato de nove meses. – See more at: http://www.tvi24.iol.pt/politica/agostinho-branquinho-foral-miguel-relvas-aguiar-branco-ntm-campanha/1519803-4072.html

    1. Gabo-lhe a pachorra de, a despropósito, copiar as informações do “Público”.Não sou advogado do Branquinho ou de qualquer outro. Dos citados por si, dona Alice, nenhum conheço nem tenho estima ou o seu contrário por nenhum deles.Ocorre-me chamar a sua atenção para dois indesmentíveis factos: nenhum outro meio pegou no assunto e o próprio “Público” meteu a viola no saco…Deve haver gato na coisa. Aguardemos os acontecimentos.

      1. É, … há sempre gato na coisa!É … o problema está aí. Pena que só veja po gato nas suas “coisas” (Pedro P*assos Coelho e quejandos).

        1. Diz uma experiência (também própria) que os jornais, quando levantam lebres que não têm pés para andar, calam-se. E os outros não lhes pegam. Por isso, haverá que esperar para ver.

          1. Aponta “…dois indesmentíveis factos: nenhum outro meio pegou no assunto e o próprio “Público” meteu a viola no saco…”Ora, sendo a TVI um “meio”, o primeiro facto é desmentível!Quanto ao segundo facto, aguarde pelo desenvolvimento.Mister é dizer: MENTIROSO.

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