O espantoso Mário Soares, que nada tem de fixe, encabeça um manifesto contra a austeridade, incitando os portugueses a ir para a rua, gritar a sua “indignação” e condenar veementemente a brutal arrancada do governo contra o nosso estimável povo.
A este propósito, para além de quaisquer considerações sobre a justiça dos tempos, convirá recordar a austeridade dos anos 80, comandada com mão de ferro por Mário Soares: impostos retroactivos, subsídios de Natal anulados, desvalorização maciça do escudo, anulação da capacidade de viajar, brutalidade total no ataque ao consumo, proibição de cartões de crédito fora do país, juros a rondar os 20%, etc., etc., até o Júlio Iglésias foi proibido de actuar em Portuga… um nunca acabar de cortes, recortes e desgraças.
Como é possível que a mesma pessoa venha agora reclamar?
Com que coerência?
Será uma pessoa? Um bicho?
Os problemas, no tempo dele, seriam outros?
A austeridade era uma fantasia de reaccionários?
A malta vivia melhor com a austeridade Soares que com a austeridade Passos Coelho?
Deixemo-nos de fantasias.
O que esta porcaria revela é a verdadeira natureza desse velho oportunista que se chama Mário Soares.
Um vilão.
Um bocas.
Uma das muitas desgraças da Nação.
23.11.11
António Borges de Carvalho

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