IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CLASSE SEM CLASSE

 

Como o IRRITADO só vê televisão depois do jantar, a estas horas (3 da tarde) não faz ideia do que se passa com os exames dos desgraçados estudantes, joguetes das manigâncias do bigodes e de outros díscolos da nossa praça. É de calcular que os ditos já tenham declarado que a greve aos exames teve uma adesão de 244 por cento e que o governo ainda esteja a fazer contas, a ver se tem número de exames que se veja para informar das suas contas.


Já tendo falado no assunto, o IRRITADO vem acrescentar três pequenas observações sobre as reivindicações da classe com menos classe e mais falta de dignidade, de vergonha e de sentido de responsabilidade das muitas que por aí andam a proclamar a austeridade para os outros.

Uma diz respeito às famosas 40 horas por semana. Passamos a vida a ouvir os “professores”, coitadinhos, dizer que trabalham mais que os outros, até em casa, que horror!, isto é, têm que preparar as aulas, têm que classificar os alunos, e outras tarefas absolutamente calistas. Ora se eles acham que já trabalham mais que as 40 horas, que diferença faz que tal esteja ou não esteja no horário de trabalho? Parece que, neste caso, ao contrário dos restantes funcionários públicos, os “professores” não são penalizados, uma vez que ficam a trabalhar eventualmente menos do que costumavam proclamar. Uma explicação seria que deixavam de receber horas extraordinárias, mas como o IRRITADO não sabe se as ganhavam, a explicação carece de fundamento. Ou seja, não há explicação que explique. Li por aí que a classe sem classe tem só 22 horas “lectivas” por semana e que uma turma de 30 é considerada um abuso (mais de 20 parece que também já é demais), não há por isso dúvida que a demagogia e a preguiça são, para esta gente, mais importantes que o seu trabalho e a sua “missão”. Em relação aos restantes funcionários, que passarão a trabalhar mais meia hora por dia, é de presumir que trabalhem mesmo mais meia hora por dia. Já os “professores”, tendo só 22 horas em que se pode fiscalizar se trabalham ou não, é de pensar que outra coisa não os mova, a este respeito, que política, e da baixa.

Outra questão é a da “mobilidade especial”, talvez eufemismo para “preparação para o desemprego”, mas que o governo já garantiu que evitaria sempre que possível no que aos “professores” diz respeito. Ora se tal triste história se aplica a toda a função pública, sendo de temer que venha a incidir sobre pessoas que até podiam ser úteis, por que carga de água hão-de os “professores” ficar isentos, ainda por cima tratando-se de mister em que, para bem ou para mal, cada vez são precisos menos profissionais?

A ideia de “responsabilidade” deste bando, que marcou a greve para o dia dos exames, fica demonstrada: são tão responsáveis que até “admitem” aparecer nalguns exames, desde que o governo mude a data dos ditos! Porque não mudam eles a data da greve? Não mudam porque são completamente irresponsáveis em relação às suas mais elementares obrigações. Queixam-se da irredutibildade do governo, culpado por não mudar ele a tal data. Brada aos céus! Ainda por cima dizem que, se o governo quiser mudar a data, serão eles a escolhê-la. Se for no dia 20, trabalharão. Se for noutro dia qualquer logo se vê. A culpa será, é, sempre dos outros.


Ou o governo se mantém irredutível, mesmo irredutível, e trata esta gente como merece (mandando-a “negociar” com o raio que a parta) ou fica em causa o nosso conceito de democracia –conceito que, até certo ponto, a própria constituição socialista consagra, a nossa liberdade e o direito dos nossos filhos a uma educação minimamente decente, coisa impossível com esta indecente gentalha.

 

17.6.13

 

António Borges de Carvalho



10 respostas a “CLASSE SEM CLASSE”

  1. É óbvio que a “luta” dos professores é uma mera reacção corporativa; como outras classes (aqui há tempos eram os estivadores) recusam-se a abdicar seja do que for. Sacrifícios? São para os outros. Todos querem ser excepções, casos especiais, à margem da crise e do país miserável em que vivem, mesmo que vivam melhor do que muitos outros. A única linguagem que entendem é a dos “direitos adquiridos”. No entanto, e em boa verdade, limitam-se a imitar o exemplo que recebem de cima. Não mantêm os políticos os respectivos “direitos adquiridos”? Não vivem e não gerem o país como se este fosse rico? Não distribuem benesses e rendas garantidas pelos mamões do regime, como se o dinheiro caísse do céu? Não isentam os mesmos mamões dos sacrifícios que impõem ao cidadão comum? Então, qual o espanto? Que outra reacção esperava o Irritado? ——————— Enfim, passando ao que interessa, sugiro abaixo novo vídeo do Gomes Ferreira. Em apenas 6 minutos, descreve o VERDADEIRO problema – que é transversal a todos os governos, incluindo o actual: http://www.youtube.com/watch?v=SIVrKZFBzbw Haja quem denuncie, com todas as letras, os BANDALHOS que nos governam!

  2. Fico com sérias duvidas, depois de ler os seus últimos post`s, se o António Borges (o que foi, nas suas palavras, deputedo) é um hOMEM honesto, integro e sério!

    1. Sem falsa modéstia, com certeza muito mais sério e íntegro que o seu camarada dos bigodes.

      1. Como questionava o “outro”: dói-te os dentes?

  3. Podemos não concordar com os motivos, mas não se pode por em causa o direito à greve…Pôr o direito à greve em causa por “causar incómodo”? Qual a greve que não causa?Qd se trata de simplesmente arrecadar mais uns tostões (como numa greve normal às aulas) o governo nada diz…

    1. Pôr o direito à greve em causa por “causar incómodo”? Não. A greve pode e deve ser posta em causa porque: 1) não muda nada; 2) não causa nenhum incómodo aos visados – os governantes, e políticos em geral – mas sim ao resto dos cidadãos, que não têm popó com motorista, colégio dos filhotes assegurado, ordenado e subsídios garantidos ao fim do mês, etc. Quase todas as greves, sobretudo no ainda privilegiado sector público, são mera masturbação de parasitas sindicais – como o mete-nojo do bigodes. Admito que funcionários da Foxconn, do Bangladesh, ou mineiros com condições duríssimas façam greve para reclamar direitos básicos. Têm razões fortes para isso. Não me parece o caso dos professores, e muito menos o caso do bigodes. O problema aqui é outro, e não vai lá com greves.

      1. Trata-se de uma questão de princípios…Para si, há greves boas e greves más? Greves que podem ser e greves que não podem… Pondo em causa o Direito à Greve o Governo está a dar razão aos Sindicatos e à esquerda em geral mostrando a sua face anti-democrática, a mesma dos que pedem a queda do Governo desrespeitando o mandato de 4 anos.

    2. Todos os direitos têm limites. Condenar o abuso deles não é pô-los em causa.

  4. Para o Sr. Irritado (será que é aristocrata?) todos são ralé, excepto os tiranos ladrões que capturaram a justiça, o estado e, até a opinião pública, nos roubam de todas as maneiras e feitios.A leviandade com que julga é impressionante. No entanto ainda não li nada onde julgasse os actos desta maioria à luz do direito e das leis.

  5. O irritado tem uma grande falta de classe. Com a idade que o irritado tem, já é um caso perdido. Ámen

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *