Parece que há trinta anos rebentou a central nuclear da URSS implantada em Chernobyl, Ucrânia. Ainda hoje há quem sofra as consequências do atraso científico e tecnológico do comunismo soviético, do desprezo soviético pela segurança dos seus próprios escravos, do estado da abandono de uma instalação a que se ficou a dever o desastre.
E por cá? Alguém se lembrou de ir buscar aos arquivos as reacções dos nossos políticos? Nem pensar! Acho que valia a pena. Lembro, por exemplo, que o Cônsul de Portugal em Kiev recomendou a retirada da zona dos estudantes portugueses que por lá andavam. E lembro mais: o camarada Álvaro Cunhal, chegado de Kiev, condenou violentamente a atitude do Cônsul (certamente um fascista!) que estava a fazer uma tempestade num copo de água, uma vez que tudo não passava de simples avaria técnica que as autoridades já tinham dominado.
Há mais quem se lembre. Mas não convém mostrar. Eles até estão no governo, e não são para brincadeiras!
27.4.16

Deixe um comentário