IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CAVILHAS DA CANAVILHAS

A insigne ministra da cultura que o senhor Pinto de Sousa foi desencantar aos Açores anunciou à plebe que vai distribuir, ainda este ano, 16 (dezasseis) milhões de euros, 3,5 milhões de contos, do fundo para o cinema.

Não fazia ideia que existisse tal fundo, ainda menos que fosse tão fundo como 16 milhões. Para “distribuir”.

Alegre-se a rapaziada dos filmes. Vão ter um balúrdio, mais que o euromilhões. Vão poder chatear o povo com produções pretensamente intelectuais, ou fazer uns filmes com umas tipas semi-nuas, cheias de calores, e uns gajos de pistola a imitar os camones.

Como estas brilhantíssimas demonstrações da nacional-possidonice são, na cabeça da Canavilhas, um magnífico contributo para a elevação da cultura do povo, justo é que o povo as pague. Razão pela qual as 16 cavilhas se tornam mais que justas.

Afinal, o que são 16 milhões de euros nos tempos de ditosa fartura socialista em que vivemos?    

 

9.4.10

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “CAVILHAS DA CANAVILHAS”

  1. Mas lá que ela é toda boa lá isso é…

  2. Se a ninguém lembraria fazer um filme sem cameramen ou actores, cá em Portugal a indústria cinematográfica dispensa produtores… e até espectadores.Como na nossa santa terrinha o dinheiro lhes chega de graça, a produção não perde tempo com certas minudências, como seja a viabilidade do projecto. E por isso temos o cinema que temos.Mas não vale dizer mal de tudo: o Manoel de Oliveira é nosso, muito nosso, e tem durado tanto como os planos das suas tomadas em câmara lenta, fazendo-nos até esquecer que “cinema” evoluiu do étimo grego kinos, que quer dizer movimento.Também é muito celebrada a subsidiada bela obra de João César Monteiro, a “Branca de Neve”, em que os infelizes espectadores à procura de se divertirem afinal confrontam-se com um écran às escuras (certamente uma alusão à alva tez da personagem) durante toda a projecção (de quê?), naquele filme que o matusalónico Oliveira considera a obra prima do cabotino Monteiro. E justifica, não sabemos se seriamente ou a brincar connosco, que “ele soube fazer imagens da palavra”.Enfim, uma coisa digna de se (não poder) ver. Tal como os milhões que se lhes entregam, que rapidamente desaparecem da nossa vista sem deixar rasto.

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