IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CAUPERS, OS CENSORES E A TRISTEZA

 

Como a contece a muitos milhões de portugueses, quase todos, não sou fascista, nem homofóbico, nem nem racista, nem de nenhuma espécie de extrema-direita (ou esquerda), nem de uma série de outras coisas habitualmente brandidas pela intolerância totalitária que inspira a “moral” dos que estão “a dar” e a generalidade daquilo a que, em Portugal, se chama jornalismo.

Posto isto, vejamos: o Presidente do Tribunal Constitucional, professor de direito justamente considerado ilustre, escreveu, em tempos não muito recuados, que não estava de acordo com o “lobby gay”, que rejeitava “a promoção” das “ideias homossexuais”, que, “enquanto membro da maioria heterossexual e respeitando os homossexuais, não estava “disponível para ser tolerado” por eles, que discordava de cartazes da CML “promovendo a homossexualidade” (cartazes onde se lia “se a tua mão fosse lésbica, mudava alguma coisa?”), que não concordava com as barrigas de aluguer porque tal prática “é violadora da dignidade da pessoa humana” e que “diga o Direito o que disser, a concepção de uma criança sem pai é tão absurda como a de uma criança sem mãe”.

Como é evidente, estas opiniões, prontamente veiculadas – diga-se denunciadas – pela “comunicação social”, causaram a tempestade mediática o o “alarme social” que a nova “moral republicana” impõe. Será que uma pessoa tem o direito a ter opiniões destas? Não tem. A opinião não é livre, tem “limites”! Tais opiniões ofendem a Constituição, pelo menos na opinião do BE, do PAN, da dona Isabel, do jornalismo mentecapto e para-totalitário que por aí viceja e da “verdade” oficial.

O IRRITADO declara a sua concordância com a generalidade das opiniões do juiz Caupers.

De caminho, lamenta as cedências do ilustre senhor à opinião dos bedéis da censura. No fundo, claudica lamentavelmente. Sem se negar por completo, claudica na mesma. Uma tristeza.

 

19.2.21



3 respostas a “CAUPERS, OS CENSORES E A TRISTEZA”

  1. 100% de acordo. E não esperava ver o Irritado a concordar com um tipo mal cheiroso chamado Putin, mas neste mundo vê-se tudo !E se os bloquistas e os outros têem direito a ter a sua opinião, de que evidentemente discordo, já não entendo que “jornalistas” a manifestem. Não serão então só propagandistas ? E não da “moral republicana”, que não sei o que seja, mas da moral anti democrática que nos confina, entre outras coisas !Nuno

  2. E pronto, ou prontus, cá temos o irritado lançado no popularucho. Lançado ou chegado que à moda dos Açores pode dar jeito. Agora até começa a baixar os covid ados pró caixão, tem que se arranjar outro trabalhinho.

  3. Sendo justo, Irritado, a histeria do politicamente correcto está longe de ser um exclusivo nacional – como em quase tudo, apenas importámos o que vai pelas Américas e afins – e não, a opinião nunca foi livre. Sempre teve limites. Na II República não se podia ser comuna, na III não se pode ser ‘fascista’; nem se pode dizer publicamente certas verdades sobre certa canalha. Cada regime define tais limites como lhe dá jeito. Só mudam as consequências: antes ia preso e até podia acabar morto, agora leva com processos – pelo ‘bom nome’ de quem nunca o teve – e no limite só vai preso. Quanto ao Caupers, no geral de acordo. Está mal não o deixarem mamar o tacho em paz. Coitado.

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