IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CANABIALDRABICE

 

Tenho muita pena de maçar as pessoas outra vez, mas não posso deixar de voltar à questão, ou não questão, do canábis.

Ouvi ontem dois ilustres politicões (PC e PSD) debater a coisa com todo o entusiasmo, a ver se encontravam maneira discordar. Não conseguiram, como ninguém consegue. É que não há nada que proiba que substâncias com origem na plantinha sejam sintetizadas em laboratório, aprovadas pelo Infarmed, vendidas nas farmácias mediante receita médica. É o que acontece com a morfina (droga dura), sem que nada nem ninguém venha levantar a questão. Porque há-de o canábis (droga leve) estar de fora? Venha o diabo e responda.

Nesta ordem de ideias, o uso do produto para fins terapêticos não é assunto, nem problema, nem questão. Nada.

Então por que carga de água o BE se lembrou desta? Por alma de quem vêm uns tipos da política perder o nosso rico tempo com tal não matéria? Porque andam para aí teóricos em barda preocupadíssimos em esclarecer o que está mais que esclarecido?

O BE pode ter apresentado o seu já famoso projecto de lei por duas razões, alternativas ou cumulativas. A primeira, mais que certa, é que quer publicidade à custa de uma borrada, de uma mentirola política sem sentido, mas com larga publicidade no nosso tão saloio meio e nos nossos tão oportunistas media. A segunda, se calhar tão certa como a primeira, é um artiguinho do projecto que abre a possibilidade de você, caro leitor, cultivar umas plantinhas na sacada lá de casa. Para quê? Para vender aos laboratórios farmacêuticos? Não brinquem com o pagode. O que o BE quer é arranjar mais uma questão “fracturante”, isto é, pôr os adeptos a usar umas passas, ou lá o que é. Tirando isso, o projecto de lei não vale um caracol, não serve para nada, é totalmente idiota.

O IRRITADO não se preocupa lá muito, ou lá nada, com o canábis para “fins recreativos”. Há coisas piores. Mas fica piurso com as patacoadas aldrabonas do BE e com a importância que lhes estão a dar.  

 

12.1.18



3 respostas a “CANABIALDRABICE”

  1. Sao manobras de diversão. Verdadeiramente importante é a preocupação do PS, de Rui Rio e, segundo me pareceu ouvir ontem, também do CDS em se verem livre desta PGR. Sempre vi este governo como Socrates2, mas nunca imaginei que não houvesse qualquer problema em disfarçar esse ADN e que outros fizessem parte da família. Será que não se encontra um Di Pietro por cá? E, já agora, uma lei eleitoral diferente? Para que quem paga aos políticos tenha uma palavra a dizer sobre o que eles decidem ou votam?

  2. Quer dizer que o BE empolou uma questão para tirar, como dizem os comentadeiros, “dividendos políticos”? Quer dizer que um partido foi demagogo? Aldrabão? Hipócrita? A sério, Irritado? Espantoso! Deixe lá, em 40 anos alguma vez tinha de acontecer… Olhe, por falar nisso: PACHECO PEREIRA REVELA QUE SANTANA LOPES O CONVIDOU PARA FAZER UM PARTIDO. «Em 2011, já era Passos Coelho presidente do PSD e se caminhava para eleições, Pedro Santana Lopes (PSL) telefonou-me a pedir um encontro urgente. Combinámos encontrar-nos no Hotel da Lapa ao fim da tarde. PSL começou com um discurso duríssimo contra Passos, e manifestou o seu “nojo” pelos “vira-casacas” que ainda há dias eram apoiantes indefectíveis de Manuela Ferreira Leite e agora se estavam a “passar para o Passos”. Entendia que isso revelava a “morte do PSD” e que era necessário criar um novo partido. Propunha-me que com ele fizesse esse novo partido, que poderia vir a concorrer a eleições. Eu disse-lhe que a coisa não tinha pés nem cabeça: era preciso assinaturas, organização e filiados. Ele respondeu que isso não seria problema. Depois disse-lhe que pensasse bem se queria ir a eleições contra o PSD. Ele respondeu que era mais que justificado pelo que se estava a passar. Na altura manifestei a minha perplexidade a vários amigos. Vim a saber que tentou o mesmo com outras pessoas. Umas semanas depois, PSL participava em actividades organizadas por Passos, e, isso sim, não me surpreendeu nada». E agora, Irritado? O detestado Pacheco…. o seu caro Passos… o seu caríssimo Santana… Sabe o que chamam a isso que está a sentir? Dissonância cognitiva.

    1. Desconhece que o Sr António também fazia parte do séquito PSL?

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