IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CAMINHO

Quem olhar para a chuva de benesses propagandeadas com o orçamento da geringonça pensará que o Estado está atulhado em dinheiro e que arranjou diversas formas de o distribuir. Formidável!

Depois, pensará mais um bocadinho, e começará a desconfiar. Como é? O turismo mostra tendência para perder fôlego, a balança comercial passou a deficitária, o BCE está a acabar aos poucos com o quantitative easing, os juros vão subir por todo o lado, o crescimento da economia vai passar de miserável a misérrimo, não há previsão que não diga que o tempo das vacas gordas vai acabar. Como é que o Estado, neste cenário, vai cumprir as promessas sem aumentar o défice e a dívida?

O orçamento, praticamente, não fala de investimento, nem de estratégia de médio/longo prazo, nem de nada que tenha a ver com um futuro minimamente previsível. Ainda menos em aumento da produtividade, em estímulos que se vejam à economia. Sobre o futuro, zero, só se for o imediato. Então? Então, meus amigos, a resposta está nas cativações e em mais impostos, como não pode deixar de ser. As cativações estão previstas (que honestidade!), isto é, previne-se a necessidade de orçamentos rectificativos, as cativações passam a ser feitas à sorrelfa, por despacho. O aumento de impostos lá está, com mais ou menos disfarces, a classe média continuará a ser perseguida, os serviços públicos continuarão na miséria, o sector empresarial público continuará empresarial, e público, e arruinado. Os contribuintes de Freixo de Espada à Cinta continuarão a pagar os milhões que a Carris, municipalizada, deve, sem ter  forma de pagar. E assim por diante.

É sustentável? A curto prazo, sem dúvida. Até às eleições, vai ser uma festa. Depois, como tudo o que tem a ver com a mentalidade costista, logo se vê. Tudo o que de mal acontecer (a profunda degradação do Estado e dos seus serviços, por exemplo) será culpa de terceiros. Costa e a geringonça, por definição, não têm nada a ver com azares. O futuro é curto, os mandatos são curtos, e lá virá um Passos Coelho qualquer dar o corpo ao manifesto quando batermos no fundo.

Em suma, o caminho está cada vez mais aberto para que o PS ganhe as eleições e o país as perca.

 

15.10.18                                                                                                           



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