Temos assistido a uma série de públicas birras, birrinhas, dentadas e dentadinhas, entre os formidáveis parceiros da geringonça. Encarregado da artilharia pesada, o César, cheio de bronquite (derivado de bronco), ladra e morde nas fofas carnes (metáfora) da Catarina e nas miseráveis (metáfora) e peludas (metáfora) canelas do Jerónimo. Os atingidos fazem o seu papel, esperneiam q.b., dizem que o PS virou à direita, um horror, que traíu o espírito (metáfora) da geringonça, que se afasta da “via correcta”. Até, ó desgraça, ó hecatambe, teve o topete de anunciar que ia abrir nagociações com o PSD, por causa dessa coisa idiota e inútil que é a lei da saúde, um mero acto de prestidigitação destinado a entreter o pagode, assim o distraindo do que na saúde se passa.
Mas, camaradas, não se aflijam. É tudo fogo de vista (não é metáfora).
O convite do PS enviado ao PSD bem o demonstra. O que o Costa queria era arranjar um pèzinho para, mais uma vez, humilhar o PSD, fazer dele o mau da fita, dar-lhe com os pés com estrondo. Chapeau. O Rio caíu como um patinho, mais uma vez dando dando largas ao masoquimo do Bulhão (não é metáfora) tão do seu agrado.
A abertura à direita nunca existiu. Não passa de mais uma das aldrabices em que o PS é, de loga data, especialista.
Aqui é que não há dúvida: o objectivo único do PS é, como sempre foi, ficar no poder. Por isso, não tem solução que não seja reinstalar a geringonça. O resto é conversa. A trafulhice está bem montada. Quanto mais o bronco se desbroncar contra os parceiros, quanto mais a Catarina e o Jerónimo se mostrarem ofendidos, mais firme estará a geringonça.
O teatro acabará em Outubro.
Camaradas, podeis descansar. A geringonça vencerá.
29.6.19

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