Vimos assitindo, nos jornais, às mais rebuscadas “investigações” sobre a qualidade dessa infrutescência da democracia que se chama poder autárquico, coisa burocrática, gastadora e antipática.
Há várias listas das tropelias contabilístico/judiciais dos municípios.
Outras sobre os inúmeros presidentes de câmara acusados, condenados, absolvidos (normalmente por falta de provas), presos, indiciados das mais extrordinárias traficâncias, empregadores de amigos e familiares, etc. etc.
Há listas das dívidas daquela gente, algumas mais ou menos astronómicas.
Há um imenso rol de maçons encartados que penetram o sistema, com esmagadora maioria de fulanos do PS, como é óbvio, mas também do PSD, e até do PC e do CDS, todos, ou quase, do GOL.
Será conspiração da imprensa contra o poder autárquico? Será que há guerras entre uns e outros, quais uns e quais outros?, que fazem chegar aos jornais informações sobre os inimigos? Será que a pormenorizada lista dos maçons é fruto deles mesmo, ansiosos de propagandear o seu poder, a sua influência nas nossas vidas? Será que se fica a dever a dissenções internas do GOL?
Será que é tudo verdade e que o poder autárquico é um lamaçal, a imitar os hábitos do socratismo?
Ninguém saberá responder. A imprensa tem a credibilidade que tem, ou seja, pouca. Mas que há bruxas, isso há.
18.9.13
António Borges de Carvalho

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