IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BORREGO?

Quem vai seguindo este blog está a par do acendrado amor e da profunda simpatia que por aqui são nutridos em relação a essa alta figura do nosso maravilhoso sindicalismo que é o bigodes da Fenprof, professor de coisa nenhuma, furioso inimigo de tudo e mais alguma coisa, excepto do PC, em cujo comité central tem assento garantido.

Mas, tiremos-lhe o chapéu, o homem, ou não é estúpido de todo, ou fugiu-lhe a boca para a verdade.

Olhem para esta, hoje sublinhada nos jornais. Diz ele: Como é que o Estado poupa 300 milhões de euros em recursos humanos na educação, se este é um ano não apenas de manutenção da verba, mas em que terá de haver reforço da verba, uma vez que vão repor-se os salários na íntegra?

Não liguem à pobreza do português. Atentem na substância das palavras. O tipo não percebe, e di-lo, aquilo que ninguém – à excepção dos fulanos do chamado governo -, ou percebe demais: como é que se poupa gastando mais? Como é que, repondo salários, se gasta menos 300 milhões em salários?

Há aqui alguns mistérios. Um, não é mistério nenhum: as contas do Centeno estão erradas, e pronto, não há, do Moscovitch ao Zé das Osgas, quem não saiba. Outro é o de saber como é possível haver governantes que garantem fazer omeletas depois de ter gasto, antes de os comprar, o dinheiro dos ovos. Outro ainda é o de saber como é possível que a única ideia “salvadora”, para além dos aumentos de impostos (os que já fabricaram e os que aí vêem), é o inimaginável progresso económico que provirá das “reversões”, uma comprovadíssima patacoada.

Mas o maior mistério é o da súbita inteligência manifestada pelo bigodes. Foi o comité central que o mandou meter a boca no trombone? É o mais provável, já que esta malta não abre a boca sem autorização. Se foi o comité central, porquê este borregar em relação aos compromissos da geringonça? Será um acto isolado, ou uma nova política?

À atenção dos analistas, que os há para aí com fartura.

 

11.3.16



9 respostas a “BORREGO?”

  1. A ser como o Irritado diz, vejo duas hipóteses:1) O bigodes quer exaltar a sua vitória, a vitória do sindicalismo público, e esta mede-se em milhões: milhões perdidos, como nas greves, ou milhões gastos, como nos salários e regalias públicas. Ou seja, o que o resto do país vê como positivo – gastar menos – é todo o seu inimigo. E quando denuncia a treta do Bosta, está realmente a dizer: “gastar menos? isso é que era bom! vamos é gastar mais, graças a mim!”.2) Foi o Jerónimo que o mandou denunciar a treta do Bosta, por motivos pulhíticos – quer demonstrar a fraude xuxa. Não pode fazê-lo directamente, usa o bigodes. Resta saber se ainda é o Jerónimo que manda no bigodes, ou se é ao contrário.P.S. Parabéns, Irritado: o Bosta reconduziu o seu caro Santana Lopes na santo ta…cargo da Santa Casa! Quem é amigo, quem é?

    1. Foi por amor, disse o Santana

  2. Nada a propósito, li hoje uma frase que não lia há muito tempo. É de Lacordaire, um pensador do século passado: “Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, é a liberdade que oprime e a lei que liberta”.Qual a sua opinião, Irritado?

    1. Não tenho opinião. Dá ideia de ser uma frase fora de um contexto qualquer e, como tal, sem clarificação imediata.A liberdade (dos outros?) oprime quem a não tem? A lei (que espécie de Lei?) liberta? Talvez. A lei legítima não oprime, mas limita…Enfim. V. lá saberá.

      1. Eu disse mal: Lacordaire viveu no Séc. XIX. Disse no século passado porque, por estranho lapso, vi-nos ainda no Séc. XX.O contexto é assim o pós-Revolução Francesa, e a Revolução Industrial. De um lado tinha velhos mamões – os aristocratas – e de outro novos mamões – os industriais, as fábricas onde crianças e adultos partiam a espinha.O significado da frase, para mim, é claro: o mundo é um lugar injusto, e, sem leis que equilibrem a balança, o forte e o rico explorarão sempre o fraco e o pobre. Sempre assim é, sempre assim foi.Isto implica um Estado que crie e aplique as leis, i.e. que limite os mamões, por oposição à liberdade “laissez-faire” que tanto preza. Daí pedir-lhe a opinião.Uma nota. Ao que parece, Lacordaire, grande pregador e orador, terá dito pouco antes de morrer: “J’espère mourir un religieux pénitent et un libéral impénitent”.

  3. Isso é um pouco confuso. O Filipe anda a ler coisas que nem passam pela cabeça do tecelão, cujo hobby é sentar-se na cadeira antes que os outros se levantem.Matérias tão elaboradas, só podem receber clarificação do Tino de Rãs ou semelhante socialista em conflito visceral com a lógica da batata e dos anhos.

    1. Bem, … entendi agora que da numeração dada à bicharada, nunca o meu pedido poderia obter satisfação. Isto porque o n.º 069 já pertence a este vetusto “bicho” anónimo:

  4. Um exemplo:Com comissão de censura o jornalista escreve como quer e depois o censor emenda até ser publicado. Até tem mais segurança no emprego e, a avaliar pelo jornalismo que se faz, até o português melhora.Na liberdade, fazes como estou mandando ou vais para outro lado. E há tanto tiranito à solta por aí.

  5. Sr. Filipe Bastos, mais um exemplo:O Sr. Soares pode andar por aí ameaçando juízes, mas outros velhotes como nós não podem comprar nem colocar à venda produtos de primeira necessidade na lojeca lá da aldeia porque o movimento não dá para tal. Com mais autoridade era ao contrário.Cesare de Beccaria dizia que as muitas e pequenas tiranias eram as mais cruéis por serem de proximidade.Sr. Anónimo deixe o Tino em paz porque os outros, infelizmente, não são melhores. Mesmo o Marcelo, em quem votei, terá que assentar. Muitos afectos sem justiça só conduzem a desgraça.

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