IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BENESSES FARMACOLÓGICAS OU DO LIBERALISMO SOCRÉLFIO

 

O governo que temos anunciou a “liberalização” dos preços dos medicamentos. Muito bem.

 

Não vos iludais, ó gentes!

 

Vejam o que isto quer dizer em “socialistês”.

O que isto quer dizer é que os preços deixarão de ser determinados pelo Estado. Mas não quer dizer que sejam liberalizados. Na proposta socialista a determinação dos preços ao consumidor será entregue ao monopólio das farmácias – a ANF –  “que os negociará com os laboratórios e os grossistas”.

O Estado socrélfio não entende o que é liberal, ou seja, adopta os piores defeitos da economia liberal (os monopólios, os cartéis, as práticas de dominação dos mercados), sem usar de nenhuma das suas vantagens (a concorrência, a baixa de preços, o funcionamento a favor do consumidor).

O que o Estado socrélfio propõe é deixar de se chatear com negociações de preços, passando tal tarefa para os tubarões da ANF, da APIFARMA e dos grossistas. Estes conhecidos cartéis ficarão oficialmente autorizados a dominar os interesses dos consumidores, a constituir cambões “legais” e a fazer o que muito bem lhes der na realíssima gana. É evidente que os socrélfios inventarão mais alguma “entidade” para dar uns tachos à rapaziada e poder dizer que “regulam” o mercado.

Concorrência de preços entre fabricantes, entre grossistas, entre farmácias? Nem sonhar!

Se a farmácia A quiser baixar as suas margens a fim de atrair a clientela, sacrilégio! Se a farmácia B quiser fazer promoções, pecado! Se a farmácia C quiser instituir um cartão de pontos, ilegítimo! Quem trata disso, com mão de ferro, é o Cordeiro. Isto, claro, perante o olhar de ternura da “autoridade”, da “agência” ou seja do que for onde o governo vá buscar (mais) algum.

 

O mexilhão, esse, continuará a bater na rocha, a pagar e a não bufar.

 

Para isto, mais vale deixar tudo como está.

 

21.5.09

 

António Borges de Carvalho


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