Do estatismo em marcha
Segundo informações oficiais, em Setembro deste ano havia mais 5.259 funcionários públicos que em Setembro do ano passado. O ganho médio mensal dos 661.429 contemplados, até Julho, subiu 1,7%, para 1.686,90. Nada mau.
Do Estado pessoa de bem
À frente de toda a Europa, o Portugal socialista é o que paga mais tarde, “em todas as categorias e modalidades”. O prazo legal é de trinta dias, mas o nosso chamado governo paga, em média, a 95. Média… porque há casos em que paga a anos de vista e, às vezes, nunca paga, mesmo que condenado a fazê-lo. Em alternativa, o cidadão tem que ter meios para pôr um processo de execução, gastar uma pipa de massa, e esperar mais uns aninhos. Como os felizes cidadãos, as mais das vezes, não têm a tal pipa de massa, acabam por não receber um chavo do que o Estado lhes deve.
Regime sagrado
Muito se fala em meritocracia. Quer isto dizer que os melhores devem ser promovidos em função do seu mérito. É o que se passa na economia privada, onde as excepções confirmam a regra. O contrário do que se passa no Estado socialista. As promoções “normais” são “automáticas”. Faças o que fizeres, de tanto em tanto tempo és promovido, ganhas mais, sobes de “escalão”, progrides na vida sem fazer nada por isso. Os que fizerem alguma coisa por isso são iguais a ti, pelo que não vale a pena fazer alguma coisa por isso. É um direito!!! E assim vão 661.429 portugueses, ora a braços com a tesura do Estado. Descansem, a geringonça há-de acabar por corresponder às vossas justas e legais reivindicações. Alguém há-de pagar, não é?
À espera dos que hão de vir
Passados não sei quantos meses de Pedrógão e de Tancos, apesar de toneladas de relatórios e de investigações, não há um único indiciado, nem arguido, nem acusado pela monumental incompetência, ou negligência pública tão evidentemente demonstrada. A “técnica” é a do costume: deixa passar o tempo, que o tempo é amigo do poder, isto incha, desincha e passa.
20.11.17

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