“Este não é o tempo de semear a dúvida e a desconfiança”… “é tempo de deixar trabalhar”, são frases marcantes das diatribes do PS pronunciadas pela sua primitiva e/ou primária encarregada de ignaras bocas da oposição à oposição, conhecida sob o nome de governo. De fora desta crítica fica quem lançou, irresposável ou propositadamente, as dúvidas – o jornal dos recados, conhecido por “Expresso”.
“Deixem-nos trabalhar”, dizia Cavaco quando era legítimo primeiro-ministro. Parabéns à criatura por ter copiado. Nalguma coisa tem razão, reconheça-se: não é tempo de semear a dúvida e a desconfiança. É verdade. Mas quem é que semeia a dúvida e a desconfiança, senão a organização a que a fulana pertence, essa desgraça nacional conhecida por PS e sustendada pelos rebuçados (leia-se, as desculpas) dos comunistas? Quem não faz outra coisa senão meter os pés pelas mãos, dizer uma coisa de manhã outra à tarde, uma hoje outra amanhã? Quem é que tem “uma atitude de grande indignidade e irresponsabilidade” senão o chamado primeiro-ministro, os chamados ministros, as “entidades competentes”, os militares de serviço à geringonça, tudo o que mexe, tudo o que está à sob alçada dos tipos do poder que a horrível mulher representa? Sim, ela tem razão, mas de pernas para o ar.
Denuncia o “ultimato” do PSD. Pois, talvez tenha sido uma espécie de ultimato. Pelo menos teve o efeito pretendido, e ainda bem. Se não fosse o ultimato ainda hoje estaríamos mergulhados na pantomima do “segredo de justiça”. Se não fosse o pânico da geringonça de se ver metida num debate parlamentar pelo menos inconveniente, já teria sido publicada a lista, a tal que, nas palavras mentirosas do chamado primeiro-ministro “não compete ao governo publicar”? O tal chamado ultimato funcionou: o cagaço levou a melhor.
O chefe do PS arranjou maneira de meter a PGR ao barulho, coisa lamentável e, essa sim, “indigna e irresponsável”. Não compete ao governo publicar? Então de quem dependem TODAS as entidades a quem competia fazer as contas? A verdade é que estavam feitas há semanas, mas, sabe-se lá porquê a não ser por causa da lei da rolha, eram mantidas em segredo, não de justiça mas de falta de respeito pelos mortos e pelos vivos.
A oposição à oposição funciona. Mal, mas funciona. A culpa á da “direita”, não do Expresso. Só falta dizer que foi o PSD que deitou fogo às matas. Já não era a primeira vez – lembram-se dos incêndios de Sintra, nos velhos tempos do jornal “A Luta”, coisa de plumitivos oficiosos do PS?
Em matéria de seriedade, direi que ainda não batemos no fundo porque o PS ainda existe e, na matéria, para o PS não há fundo.
27.7.17

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