IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BANCOS

Nas muitas desgraças bancárias que nos têm acontecido, avultam os milhares de milhões dados à Caixa Geral de Depósitos, e os mais ou menos outros tantos entregues ao Novo Banco.

Mas há algumas diferenças.

No primeiro caso, o monumental buraco não teve responsáveis. Foi uma coisa “natural”. O banco é do Estado, o Estado terá feito “suprimentos”. Quem cavou o buraco? Ninguém sabe. Ou sabe-se, mas não interessa. O Estado é o Estado, os seus funcionários, tal com o governo, não são responsáveis por coisa nenhuma.

No caso do novo banco, os responsáveis estão a ser julgados e, caso raro, a procissão ainda vai no adro mas já há condenações. Ao contrário da CGD, a quem bastou apresentar a factura, neste caso houve negociações, criou-se um fundo ao qual se atribuiu um balúrdio, a ser entregue em prestações. A certa altura, o BE&Cª desataram aos gritos, nem mais um tostão para o NB! A coisa fez o seu caminho e anda tudo à cacetada. O NB quer o que lhe foi prometido no contrato subscrito com o Estado. O Banco de Portugal, ao serviço do Estado, não quer que se pague.

Eis a diferença. A um banco público o Estado paga, de mão beijada, e ninguém tem nada com isso. Aos privados, o Estado acha que não tem nada a pagar, depois de a tal se ter comprometido. É o esplendor da honestidade de esquerda.

Post scriptum: o IRRITADO não percebe nada de bancos. Quer saber de factos, não dos pormenores que por aí campeiam. E está preparado para todos os nomes que lhe queiram chamar.

 

7.6.22



2 respostas a “BANCOS”

  1. Fala dos grandes. Depois, há o caso dos pequenos que querem imitar os grandes e se dão mal. Inevitavelmente…https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2022/06/o-verdadeiro-pecado-de-joao-rendeiro.html

  2. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Se o ponto do Irritado é a inaceitável opacidade da CGD e a impunidade dos chulões que fingem geri-la – como o seu caro Domingues, lembra-se?, aquele que queria esconder quanto mamava – então está coberto de razão. Não obstante, a banca privada continua a ser o maior cancro do país e do mundo. É a banca privada que não devia, não pode existir. Além do dinheiro que cria do ar – cria-o mesmo do ar, carregando numa tecla – nada corrompe e explora tanto a sociedade, nada perverte tanto a economia e o capitalismo como a máfia da banca e os seus casinos financeiros. Dizer que se ‘quer saber de factos’ e não querer saber nada de bancos é que não se entende. Mas não é só o Irritado: quase ninguém sabe como funciona a banca. Ou o dinheiro. É por isso que chegámos aqui. E só vai piorar.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *