Aquele senhor do cabelo pintado de preto que é o chefe máximo dos autarcas nacionais – poderosíssima e caríssima classe – veio dizer de sua justiça sobre a “reforma administrativa”.
Diz ele, ou concede generosamente, que aceita fusão voluntária de municípios.
Obrigadinho, ó cabeleira de azeviche, plástica cobertura de vigorosa inteligência!
O que seria dos municípios que se quisessem fundir se tal não fosse aceite por tão alta instância!
Para que queremos a reforma se ela só se aplicar a quem quiser ou a quem receber o aval do senhor Ruas?
Isto para concluir que, se o governo entrar em diálogos e mais diálogos com tudo e todos, se calhar será muito democrático, grande apóstolo da “democracia participativa”, altamente apreciado por milhares de inflorescências para-administrativas da “sociedade civil”, mas não irá a parte nenhuma, nem haverá reforma nenhuma.
11.9.11
António Borges de Carvalho

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