Preocupado com o futuro, o chefe Costa declarou que isso de andar a escarafunchar os negócios da CGD (caso do inquérito parlamentar proposto pelo PSD) é pura “arqueologia”. Muito bem. Apoiado. É mesmo assim. Temos que olhar para a frente, não para trás. O Vara e quejandos são passado. Para quê investigar as suas actividades? Bem pelo contrário – o chefe Costa não o disse mas deve ter pensado – olhando o futuro, devíamos honrá-los. Talvez uma estátua no Largo do Rato fosse uma boa iniciativa.
Por outro lado, mais uma vez com os olhos no porvir, é de pensar que o chefe Costa, animado de preclara visão de futuro e de amor à palavra dada, atribuísse características arqueológicas aos processos que tão desapiedadamente afligem altos portugueses, como o sr. Pinto de Sousa, os drs. Salgado, Rendeiro, Oliveira Costa, e tantos mais. O chefe Costa mostraria assim o seu alto sentido de honra e de palavra, além do seu amor à equidade, uma vez que, se uns são arqueologia, o que são os outros senão o mesmo?
Ficamos à espera de mais esta manifestação de coerência e sentido de justiça com que o chefe Costa certamente não deixará de nos brindar.
19.6.16

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