Como saberá quem o lê, o IRRITADO não é analista político, nem arma em tal. Vai vendo e ouvindo, e reage em conformidade com o que acontece ou deixa de acontecer.
Há uma espécie de unanimidade entre os analistas e pensadores de serviço em relação à sobrevivência do chamado governo: este durará enquanto durar a geringonça, isto é, cai quando o PC e o BE quiserem.
Pois. Só que o PC e o BE não querem, nem vão querer. Estão agarradinhos à coisa. Vão apoiando, ao mesmo tempo que dizem que não é bem assim, mas que enfim… Descobriram que podem “lutar por dentro”, entendendo que lutar por dentro é contribuir para demonstrar que todos os males são culpa do capitalismo, dos ricos, dos Estrados Unidos, do Ocidente, da democracia “burguesa”, da “direita”, do liberalismo, e de outros mafarricos e bodes expiatórios de eleição. Colaboram na estabilidade política ficando senhores da agitação social pela agitação social, que é o que sabem fazer. Sabem também que o PS não se importa com isso, só com o poder, sabem que a ruína será salvífica, isto é, destruirá tudo para que se possa, sobre os escombros, construir a ditadura que as respectivas vanguardas comandarão “em nome do povo”. Pelo caminho, vão conquistando uns lugarinhos, no Conselho de Estado e noutras coisas mais propícias à destruição social e política do país que existe.
Nesta ordem de ideias, não é de contar com o fim da geringonça por razões internas à dita. O seu fim coincidirá com o acordar das pessoas para os seus resultados práticos, coisa que só se verificará a médio prazo, prouvera que antes que a destruição chegue fundo demais. Cairá na rua. Quem com ferro mata, com ferro morre.
9.4.16

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