Os “científicos” intelectuais das inúmeras sondagens que precederam as eleições foram os grandes derrotados de ontem. Nem um se aproximou do resultado final. Durante meses, as sondagens garantiam a subida do PSD. Nos últimos dias, por unanimidade, apostaram no empate técnico. Sempre negaram a hipótese da maioria absoluta do PS. Pode, legitimamente, concluir-se que tais sondagens são uma aldrabice, que foram manipuladas, que são feitas por incompetentes ou que, se sérias, ou não servem para nada ou são contraproducentes. As proclamadas “margens de erro”, essas, não podem deixar de ser consideradas como pura trafulhice.
O que foi positivo nestas eleições? Duas coisas: o merecido enterro da extrema esquerda e o não menos merecido pequeno triunfo da Iniciativa Liberal.
De resto, só desgraças. A maior de todas é termos pela frente mais quatro anos de Costa. Logo a seguir, o monumental falhanço do PSD, como previsível consequência do posicionamento político do senhor Rio.
O IRRITADO passou meses a denunciar as tristes teses deste homem. O PSD só ganhou eleições quando se posicionou, claramente, na oposição ao PS, sem complexos de esquerda. Foi o caso de Sá Carneiro e de Cavaco Silva, que nunca confundiram a sua social democracia com a democracia socialista do PS. Nunca o PSD ganhou quando andou às fosquinhas que “desculpavam” os desmandos do adversário. Rio achou quase sempre que o “interesse nacional” (leia-se, do PS) se sobrepunha à denúncia clara do que era fundamental denunciar. Rio matou a oposição, tornou-a inútil. Dir-se-á que o IRRITADO, na recta final, se pôs ao seu lado. É verdade. Apesar de todos os “apesares de”, o PSD era a única tábua de salvação para quem não queria continuar a afogar-se no pântano socialista. E as sondagens ajudavam, vejam lá! Não havia outra hipótese de correr com o Costa. Mas a “estratégia” de Rio atirou votos para os braços do Chega, inutilizou o CDS, pôs o que restava da direita moderada na mão da IL e aniquilou qualquer hipótese de federação dos votos não socialistas. As promessas aldrabonas do Costa fizeram o resto.
Agora, é preciso, primeiro, esperar que o PSD, com a maior urgência, arranje um líder que se assuma como tal e como verdadeira oposição e, segundo, esperar que os resultados da “governação” das ratazanas socialistas cheguem a mais um inevitável cúmulo de inviabilidade financeira, miséria moral e desgraça cívica.
Diz o povo que a esperança não morre. Valha-nos isso.
31.1.22

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