Trump e Sanders são os grandes tiunfadores do complIcadíssimo processo eleitoral americano. Trump (ou trampa) fez passar a sua bombástica pessoa via ameaçadoras declarações nacionalistas, isolacionistas, xenófobas, a lembrar as protofascistas Marine Le Pen, francesa, e a nossa (deles) tontíssima Catarina Martins. Sanders, por seu lado, mui socialisticamente confundindo democracia com esquerda radical, levou a melhor contra a sua rival dona Hilária. A troco de envenenado apoio, a candidata introduziu o programa dele no dela, ficando sem margem para tergiversar, isto é, funcionando como a Bloca funcionou e funciona em Portugal ao meter-se na política do PS. Com uma diferença: o PS gosta da intromissão, a dona Hilária parece que não; come-a por ilusão eleitoral.
A crer no que dizem vários jornais, o eleitorado do velho Sanders ficou dividido. Boa parte dele – os bloquistas lá do sítio – prefere votar Trump e dar com os pés na Hilária. Ela enganou-se ao comprar as boutades do Bernie. Desagradou aos seus, tanto aos mais como aos menos à esquerda. Estes, não vêem com bons olhos a esquerdização da campanha. Aqueles, muitos deles, mal por mal, preferem imolar-se na fogueira trumpista.
Seja qual for o resultado de mais este profundo falhanço da democracia ocidental, o caldo está entornado. Ou teremos um Trump desestabilizador, infiel a qualquer compromisso, populista desbragado, politicamente incapaz, ou uma Hilária prisioneira da demagogia esquerdoide do seu ex-rival.
Se somarmos isto à estagnação política do resto da Europa e, no nosso caso, à iminente desgraça que o chefe Costa, os seus apaniguados e o seu guru de Belém preparam, e de que já não há quem duvide, temos um futuro promissor…
27.7.16

Deixe um comentário