IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ALGO DE NOVO

Não sei se com alegria se com tristeza, o 44 viu-se corrido das primeiras páginas. A saga entediante dos bichos-careta da informação sobre a sua distinta personalidade levou com a rolha do Ricardo Salgado. Agora, o que está a dar é o antigo DDT e o seu bem-amado primo. Quem terá razão? Não falta quem opine, desopine, teça considerações da mais diversa ordem, se entretenha a ajuizar, quem mentiu, quem não mentiu, quem tem ou não tem razão. Provavelmente mentiram os dois, disseram os dois a verdade, têm razão os dois, nem um nem outro a tem. O IRRITADO não faz ideia, não percebe nada, não se mete nestes sarilhos.

Um paralelo e uma diferença.

Paralelo: talvez não por acaso, o caso do Salgado é da família do do 44. Fazem os dois o mesmo tipo de discurso. Ambos são, na opinião própria, umas angélicas criaturas perseguidas por alcateias de lobos esfaimados. As culpas, a havê-las, são do governo, dos polícias, dos políticos intriguistas, da mulher da limpeza, das cabalas, dos astros.

Parece que ambos cairam na cama que fizeram. Não por acaso eram parceiros em tanta coisa, e tanta coisa lhes caiu em cima. Unidos na glória, unidos na desgraça.

Diferença: a dos tempos. Antes, o governo do 44 e sua gente dedicava-se a ir a correr, com o nosso dinheirinho, apagar os fogos que outros atearam. Tal caríssima fantochada parece ter os dias contados. Quem paga? Resposta: quem arriscou em “produtos tóxicos”, como acções/obrigações do BES. É dos livros que quem não arrisca não petisca. Mas também o é que quem arrisca, arrisca. Desta, quem não arriscou, safou-se. Quem arriscou lixou-se. C’est la vie. Mesmo que os demais venham a pagar, será alguma coisinha, não milhares de milhões. É a diferença.

Outra diferença: a que há entre um governo que se metia em tudo e outro que procura só se meter onde é chamado – mesmo assim, na opinião do IRRITADO, que é um ultraneohiperliberal, ainda se mete em muitas em que se não devia meter.

Outra ainda: as autoridades judiciais davam cobertura a tudo e mais alguma coisa, queimavam provas, arquivavam o que conviesse a um governo metediço. Isso também acabou.

Ficará para um futuro longínquo saber se Salgado e/ou Ricciardi são uns anjos ou uns demónios, ou nem uma coisa nem outra. Para já, engalfinhem-se como entenderem, que é do que a malta gosta. Pelo menos até que outra bronca qualquer dê de comer a quem vive destas coisas. Antes isto que a casa dos segredos, xiça!

Que tenham as boas-festas que merecem.

 

11.12.14

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “ALGO DE NOVO”

  1. O Irritado passa a vida a malhar no grande problema do nosso tempo: o socialismo, os comunas, a esquerdice toda. E eu passo a vida a malhar na BANCA: é a canalha da Banca, a mama da Banca, a canalha banqueira que manda nisto tudo, etc. Muito falei do Mamão Salgado, e o Irritado sempre me tentou corrigir, mas eu sou casmurro. Pois bem, é altura de lhe dar razão! O Salgado é obviamente um testa-de-ferro do PCP. Tal como o Oliveira e Costa, o Rendeiro, ou o Dias Loureiro. Os milhões desaparecidos não estão nos offshores da família Espírito Santo, ou do Sr. Loureiro: estão nas caves da Soeiro Pereira Gomes. E as “engenharias” criminosas do BPN e do GES têm o dedo do Jerónimo. Está na cara! Os “mercados”, suspeito, são outra face da comunagem internacional. Os juros que nos chulam devem ir direitinhos para a festa do Avante. E as agências de rating são controladas pelo Comité Central. O Irritado bem sabia. Os comunas é que mandam no país, e no mundo. Por favor desculpe as minhas fantasias sobre bancos e banqueiros mamões.

    1. Pois. Como o glorioso desempenho das empresas públicas bem demonstra, se a banca estivesse nas mãos do Estado era um mar de sucesso e de honestidade. Não brinque com coisas sérias!

      1. O desempenho das empresas públicas deve-se a três pragas: as políticas do Centrão, os boys do Centrão, e os sindicatos dos comunas. Dos sindicatos já o Irritado fala com fartura. As políticas fizeram das EP estruturas pesadíssimas e caríssimas, fábricas de tachos vitalícios. E os boys ocupam com gosto esses tachos, até ao topo da hierarquia. Mas se como empresas são uma desgraça, pelos motivos acima, pelo menos são PÚBLICAS. Actualmente, recordo-lhe, a mama da Banca vai para bolsos privados, e quando corre mal entram os bolsos públicos! Coisas sérias, diz o Irritado. Mais sérias que uma crise mundial, devido a estes mamões? Países falidos ou cheios de dívida, enquanto as fortunas da canalha financeira batem recordes? Uma economia irreal, criada do ar, que já supera largas dezenas de vezes a economia real? Para si, o BES também estava em boas mãos…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *