Nos saudosos tempos do Dr. Santana Lopes, o ministro das finanças declarou que ia acabar com a rebaldaria das SCUTS. Pudera! Conhecia bem os buracos que a demagogia do Cravinho & Cª tinha aberto.
Pinto de Sousa, vários anos depois – a coisa é difícil de perceber para bestuntos pouco dotados – parece que chegou à mesma conclusão. Vai daí, entre inúmeros cagaços que os “utentes” lhe pregaram, criou um sistema de cobranças que nem ao diabo lembraria. Já tínhamos os cobradores e a Via Verde, tudo a funcionar nos conformes. Mas o governo tinha que “inovar”. Inovou de tal maneira que, ainda hoje, as portagens nas ex-SCUTS são uma dor de cabeça para meio mundo.
Segundo é rezado nos meios competentes, parece que os chamados “utentes” estão a utilizar menos as SCUTS que quando estas eram de borla. O que, evidentemente, quer dizer que, afinal, havia as “alternativas” que os “utentes” diziam que não havia.
Parece que ninguém explicou, nem ao Pinto de Sousa nem aos “utentes”, que as auto-estradas não se constroem para ir da aldeia A à vila B, a meia dúzia de quilómetros. Tornam-se úteis a partir da distância necessária a que o custo das portagens seja compensado pela poupança de tempo, de combustível e de saúde dos equipamentos.
A inteligência dos chamados utentes não chega para ver isto. Ainda menos chega para ver que as auto-estradas é que são alternativa às outras, e não o contrário.
O nacional-caloteirismo no seu mais iridescente esplendor.
2.9.11
António Borges de Carvalho

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