IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ÁGUAS DE BACALHAU

 

Como é do conhecimento público, o senhor Pinto de Sousa criou um número indeterminado de “entidades”, “autoridades”, “reguladores”, etc., assim seguindo a tradicional política socialista – ao tempo de Guterres consubstanciada em “institutos” – de disfarçar o alargamento da função pública e de arranjar empregos para os sobrinhos.

 

A chamada ERC, sinistra coisa destinada a fazer fretes ao governo no âmbito da chamada “comunicação social”, acaba de anunciar que vai investigar a “legalidade” da decisão de acabar com o jornal da dona Guedes. A coisa diz que, com a maior profundidade e consciência, se tem andado a preparar (o que leva imenso tempo, como se sabe, e ainda só lá vão uns quatro meses) para ajuizar sobre se o senhor A tinha ou não tinha poderes para correr com dona Guedes, se o senhor B estava de posse de todos os certificados necessários ao exercício das suas funções, se o senhor C representava, ou não, a redacção da TVI, se a dona D era espanhola, etc., tudo coisas interessantíssimas para ocupar o tempo dos boys encarregados de tão importantes matérias.

Mais interessante ainda: a coisa declarou que, quanto a eventuais “causas políticas” para a defenestração da dona Guedes, não se pronunciaria, pelo menos nos tempos mais próximos. Estão a ver? Causas políticas? Que disparate! Ordens do primeiro-ministro? Que ideia! Manobras do Sapateiro? Estão doidos, ou quê? Combinata socialista? Não sejam parvos! Dictat do Cebrian? Que imaginação!

 

Segundo a coisa, para já é preciso tratar da “legalidade”: dona Guedes foi corrida by the book, ou à balda?

A coisa vai, soberanamente, decidir. Levará mais uns meses, talvez um ano, ou ano e meio, óptimo período para ir recebendo uns ordenados (Deus sabe a falta que fazem!) e justificando a existência própria. Pois se a coisa precisa de quatro meses de preparação, quanto tempo levará para fazer uma investigação tão complicada com a de determinar quem deu um pontapé no cu da dona Guedes?

Certo certo é que quando a coisa chegar às primeiras conclusões já o assunto morreu na opinião pública, já a dona Guedes tem bisnetos, a ninguém interessará saber se foi escovada legal ou ilegalmente. De certa forma, a coisa tem razão.

O que interessa é saber que a dona Guedes foi à vida porque o senhor Pinto de Sousa lhe tinha um ódio de morte. E isso, não há quem não saiba.

O resto, ou é conversa de chacha ou é os ordenadinhos da coisa.   

 

A dona Guedes incomodava o Senhor Pinto de Sousa? Incomodava. Foi para a rua? Foi. Na versão oficial uma coisa não tem a ver com a outra. Mas que se investigue, desde que a investigação leve tanto tempo que não tenha nenhum efeito.

 

De uma forma ou de outra, não é o que se passa com o caso Freeport?

Com o canudo do PM?

Com os projectos de “engenharia” do PM?

Com a compra da casa do PM?

Com as actividades do PM em relação à Cova da Beira?

Com…

 

Tudo vai ficando em águas mornas, até chegar às de bacalhau.

 

14.10.09

 

António Borges de Carvalho


4 respostas a “ÁGUAS DE BACALHAU”

  1. INVERSÃO DE VALORES (CASO VERÍDICO). *Carta enviada de uma mãe para outra mãe em São Paulo, após um noticiário na TV: De mãe para mãe… ‘Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão em São Paulo para outra dependência prisional no interior do Estado de São Paulo. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência. Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG’s, etc… Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia… Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso. No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas ‘Entidades’ que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais “Os meus direitos”.

  2. Não caberá na sua àgua de bacalhau o caso BPN?

    1. É claro que cabe, mas ao contrário.Passo a explicar:Quando a bronca rebentou (já tinha rebentado há muito tempo, mas o camarada Constâncio abafou a coisa) o que o governo, se fosse Democrático, teria feito, seria:a) fechar a tascab) pagar aos depositantes nos termos da leic) prender uma data de tipos, para averiguaçõesd) tratar do buraco, sendo que os primeiros prejudicados deviam ser os accionistas, proiprietários da tasca.Isto seria o procedimento normal de estado de direito.Ora o governo:a) deixou a tasca abertab) não pagou aos depositantesc) prendeu um bode expiatório, culpado ou não, e deixou a maralha à soltad) nacionalizou a tasca (por quanto? pagando a quem, com que dinheiro?), meteu lá, que se saiba, pelo menos uns 2.000 milhões do dinheiro do povo.Procedimento tipicamente socialista, que se poderá admitir se o fecho do BPN tivesse efeitos profundos no sistema, mas que, no caso, mais não foi que um orgasmo ideológico da xuxaria, à custa de todos nós, sem vergonha nem contenção. O dfinheiro drenado para a tasca mete num chinelo todo o que foi anunciado para medidas sociais! Acha bem?

      1. Não,acho mal.Houve uns quantos meliantes do PPD que constituiram um banco para roubarem à tripa forra.Dada a situação da finança vivida no momento,foi necessário segurar o banco sob pena de ser criada uma situação complicada.Agora o ónus é do governo xuxa.É preciso ter descaramento!!!

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