IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A SAÚDE NÃO INTERESSA

Quem lê os jornais, por muito que procure, não conseguirá saber ao certo o que contém o projecto de nova lei da saúde, nem qual a necessidade de abolir uma outra que vinha, há vinte anos, dando conta do recado (o que não dá conta do recado é o chamado governo, não a lei). Que acrescentará a nova de tão importante que a justifique? Que modificações de fundo a tornam indispensável? O que determina a necessidade de uma lei nova? Ninguém o saberá.

Mas, no entanto, ela é “precisa”. Porquê?

Primeiro, porque, enquanto o pagode andar entretido com ela, não pensa no estado miserável em que a saúde foi metida pela geringonça, no criminoso abandono a que foi votada, nas consequências que tantos sofrem por causa disso. Talvez o “raciocínio” do PS esteja certo: como a maioria dos portugueses está de boa saúde, que interessa andar a gastar dinheiro com os doentes, que são minoritários?

Segundo, porque é uma oportunidade de ouro para os partidos comunistas darem (mais) uma machadada no que é privado. Não esqueçam que a abolição da propriedade, do lucro, da iniciativa, da economia em geral, é, sejam quais forem as consequências, o imo da sua ideologia. Os amanhãs que cantam, isto é, choram, dependem disso. A lei da saúde pode ser um passo para tal. Há que aproveitar.

O PS, com as migalhas de social democracia que lhe restam, resiste à oportunísta avançada dos colegas da geringonça. Suficientemente esquerdalho para nem sequer considerar que as propostas vindas da direita merecem discussão ou que, sequer, existem, o PS prefere uma derrota parlamentar a trocar por outrem os seus bem-amados comunas do BE e do PC.

O sucesso das PPP da saúde, a realização de mais actos médicos, a sua prontidão quando comparada com os hospitais de gestão pública, a poupança que representam para o Estado, nada disso interessa. Preciso é realçar os seus falhanços, a fim de tudo dominar. Por outras palavras, o que menos interessa é a saúde, preciso é que se morra dentro dos prazos estabelecidos por uma doida varrida que se diz ministra, com o elogioso aval do chamado primeiro-ministro e dos restantes amigos do Sócrates.

Votos são votos, a saúde que se lixe.

 

12.6.19



2 respostas a “A SAÚDE NÃO INTERESSA”

  1. O sucesso da saúde privada é empurrar os casos piores, os mais graves e os que menos rendem, para o público. Outro sucesso é mamar na ‘gestão’ e em serviços que podiam e deviam ser prestados no público, mas que vão para o privado por desinvestimento dos pulhíticos, e desgoverno dos boys que eles nomeiam. Outro ainda é aliciar clientes, perdão, pacientes, para depois lhes dar pior serviço a preços mais caros, como é habitual nos mamões. É como faz a Uber: chegam a acumular prejuízos, o importante é destruir a concorrência para depois poderem mamar à vontade. Há dias trouxe-lhe uma notícia onde se denunciava que um mamão da saúde, a Pfizer, abandonou e escondeu um possível tratamento para a Alzheimer. Se calhar não viu. É difícil ler com palas.

    1. No contexto deveria escrever “palas”.

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