Ontem, no Parlamento, mais uma cena canalha foi protagonizada pelo senhor Pinto de Sousa.
Perguntado acerca das escutas ou não escutas do SIS, o homem entrou em paranóia, fumegante, aos gritos que o estavam a perseguir, que era uma campanha negra, que estavam a atacar a sua “honorabilidade”, ai, agarrem-me senão eu bato-lhes.
Ninguém o tinha inquirido sobre o caso Freeport. O homem, porém, possuído que parece estar de uma espécie de deliruim tremens, respondeu a alhos com bugalhos, como se lhe estivessem a espetar um pau num sítio que eu cá sei. Se isto não fosse grave, era só ridículo e patético.
Assumindo, por sua alta decisão, que a pergunta sobre o SIS era sobre os seus problemas “freeportianos”, o senhor Pinto de Sousa, em vez de, finalmente, dizer qualquer coisa de concreto sobre o assunto, em vez de se pôr à disposição para tornar transparentes as suas contas e os seus actos, em vez de infirmar, com o pormenor a que as pessoas têm direito, as graves acusações que lhe são feitas, em vez de cuidar do respeito que é devido aos cidadãos, foge em frente, aos gritos que o estão a perseguir, que o querem assassinar politicamente, etc., blá blá blá.
A evidente intenção de culpar o PSD de uma conspiração já cheira mal.
O PS entreteve-se a perseguir os que arrearam a giga há quatro anos, e conseguiu, aí sim, por urdidura política, abafar a história.
Julgava o senhor Pinto de Sousa que tudo tinha ficado em águas de bacalhau. Afinal, a polícia, por cá, foi um bocadinho (pouco) mais longe. Em terras de Sua Majestade, os tipos começaram a escarafunchar. Como a coisa voltou à tona, desta vez sem que, apesar de inúmeras diligências, tenha (ainda!) sido possível abafá-la, o senhor Pinto de Sousa acha que não há nada melhor do que ter incontrolados ataques de histerismo, a tentar convencer as pessoas da que está muito ofendido.
Está mas é à rasca.
12.2.09
António Borges de Carvalho

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